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Entenda porque uma seita satânica está processando a Netflix em 50 milhões de dólares

POR Toni Nascimento    EM Séries e Sagas      09/11/18 às 14h45

A Netflix se tornou uma das gigantes do mercado de séries, sendo concorrente direta de canais anteriormente intocáveis, como a HBO. O sucesso do sistema de streaming não se dá apenas por exibir um extenso catálogo de filmes e séries disponíveis 24 horas por dia para seus clientes. Tamanho renome se deve muito ao seu investimento em conteúdos originais. House of Cards, Orange is the New Black e Stranger Things são os melhores exemplos disso. Como qualquer canal grande, volta e meia está envolvida em algum tipo de escândalo. Dessa vez, a Netflix, junto da Warner Bros., está sendo processada por uma seita satânica.

Baphomet

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Provavelmente, você o conhece por Baphomet, mas ninguém irá se espantar se você chama-lo de Bafomete ou ainda Bafomé. A verdade é que, trocando em miúdos, ele é o maior símbolo do satanismo conhecido atualmente. Integrantes do Templo Satânico possuem algumas estátuas do Baphomet - um homem com cabeça de bode, asas e uma mão com dois dedos apontando para o alto - sentado em um trono ao lado de duas crianças espalhadas pelos EUA. Recentemente, tais membros vêm ganhando bastante visibilidade por brigar na justiça na tentativa de colocar essa imagem de Baphomet em vários pontos estratégicos dos Estados Unidos.

Acontece que eles não gostaram muito da representação que o seu símbolo ganhou na mais nova série da Netflix, O Mundo Sombrio de Sabrina. Na última semana, eles entraram com um processo contra o sistema de streaming pedindo 50 milhões de dólares por utilizar as imagens de uma estátua idêntica a de Baphomet, usada pelo Templo Satânico. A ação movida contra a Netflix afirma que a estátua foi criada entre 2013 e 2014, além de alegar que a estátua contém vários elementos que a tornam única.

Contexto

O Satanic Temple - o tal Templo Satânico tão citado anteriormente nesse texto - é uma organização americana criada em 2012. Ela foi fundada por Malcolm Jarry e Lucien Greaves. O último co-fundador citado é ativista social e o porta voz do grupo, além de ser o principal responsável pela atual presença constante do grupo na mídia. Em entrevista ao site SFGate, ele afirmou que sua principal preocupação é passar uma imagem errada do Baphomet para o público, ligando-o diretamente a algo maligno, despertando um medo coletivo.

Existe uma possibilidade do processo não seguir em frente se a Netflix fizer algum tipo de retratação e não voltar a usar a imagem, porém, ela não se pronunciou sobre o caso. "Eu sinto que o uso da nossa imagem em particular, reconhecida como nosso próprio ícone central, exibida ficcionalmente como parte de algum culto canibalístico, tem efeitos prejudiciais no mundo real para nós", concluiu Lucien Greaves.

E aí, o que você achou dessa notícia? Comenta aqui com a gente e compartilha nas suas redes sociais. Para você que nunca esperou ver um o Satanic Temple processando a Netflix, aquele abraço.

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Via   V     SFGate     J  
Toni Nascimento
Nerd, mas principalmente amante do cinema. Mais em @nascimento_toni
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