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Enxame de terremotos pode fazer os vulcões da Islândia entrarem em erupção

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Aerial view taken on February 28, 2021 shows the lighthouse and the geothermal energy plant near the town of Grindavik on the Reykjanes peninsula, Iceland, some 50 kilometres west of the capital Reykjavik, atop the Mid- Atlantic Ridge, one of the three most seismically active areas on the planet. - In the quiet Icelandic fishing town of Grindavik, the some 3,500 residents have been alert for a potential volcanic eruption after an unusually strong earthquake at the end of February 2021. The town, best known for the turquoise waters of the Blue Lagoon hot spring, has experienced seismic tremors for about a year, commonplace in the region, but their intensity and frequency are puzzling experts and have spooked residents. (Photo by Halldor KOLBEINS / AFP) / TO GO WITH AFP STORY by Jeremie RICHARD (Photo by HALLDOR KOLBEINS/AFP via Getty Images)

Na semana passada, mais de 20.000 terremotos sacudiram o sul da Islândia, em especial a capital Reykjavik. De acordo com um relatório emitido pelo Escritório Meteorológico da Islândia (IMO) no dia 04 de março, o fenômeno deixou os geólogos em alerta, pois todos os sinais apontam para erupções vulcânicas que, até então, estavam pendentes.

A maratona de terremotos foi ocasionada por um enxame de atividades sísmicas, as quais, segundo o portal LiveScience, começaram no dia 24 de fevereiro, logo após um terremoto de magnitude 5,7 atingir as proximidades da Península Reykjanes, que está a cerca de 34 quilômetros da capital do país.

Conforme expôs a Michigan Technological University, terremotos na faixa de magnitude 5,0 a 5,9, considerados moderados, podem resultar em pequenos danos a estruturas, como, por exemplo, edifícios e casas. Felizmente, o epicentro do terremoto ocorreu longe o suficiente das áreas povoadas e nenhum dano ou ferimento foi relatado.

Enxame de terremotos

A grande maioria dos 20.000 terremotos que ocorreram após 24 de fevereiro foram magnitudes menores. De acordo com o IMO, apenas dois tremores registraram magnitude acima de 5,0. Ainda assim, os residentes de Reykjavik sentiram o tremor dia após dia. “Alguns acordaram com um terremoto e outros tentaram dormir com um terremoto”, disse Thorvaldur Thordarson, professor de vulcanologia da Universidade da Islândia, em entrevista ao The New York Times.

“Embora seja desconcertante – e mesmo IMO tenha emitido um alerta sobre o aumento do risco de deslizamento de terra na Península de Reykjanes -, não há nada com que se preocupar”, acrescentou Thordarson, já que os abalos sísmicos não foram suficientes para desestruturar a cidade.

Mesmo que os fenômenos não tenham despertado nenhum sentimento de preocupação, os pesquisadores estão atentos, principalmente porque anteriores enxames de abalos sísmicos como estes foram observados antes de erupções vulcânicas no sul da Islândia. “Assim como anteriormente, o movimento do magma na fronteira onde as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia se encontram foi o responsável pelos tremores. E é esse mesmo movimento que alimenta os cinco vulcões ativos na Península de Reykjanes”, revelou o IMO em comunicado.

Erupções

Se algum dos vulcões do sul da Islândia entrar em erupção nas próximas semanas, os incidentes podem ser facilmente administráveis. De acordo com Thordarson, “os vulcões do sul da Islândia experimentam pulsos de atividade a cada 800 anos ou mais, e o último pulso ocorreu entre os séculos 11 e 13. A Islândia, portanto, está a tempo de se preparar para outro ciclo de erupção”, pontuou o especialista.

Como os terremotos, as potenciais erupções representam uma pequena ameaça para os habitantes da Islândia, mesmo não sendo comparadas a última atividade do vulcão Eyjafjallajökull, em 2010, que enviou uma coluna de cinzas a mais de 9 km no céu, forçou centenas de pessoas a evacuar suas casas e interrompeu o tráfego aéreo europeu por seis dias.

“As erupções que podem ocorrer no sudoeste da Islândia devem resultar em fluxos lentos de lava. Esses fluxos são alimentados por crateras e cones que explodem suavemente”, revelou a Lancaster University, em Lancashire, Inglaterra. “Na Islândia, elas são calorosamente chamadas de ‘erupções turísticas’, pois são relativamente seguras e previsíveis”.

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