As mudanças climáticas já são uma realidade do mundo. Elas podem até ser desagradáveis e nos assustar, porém, não podemos fingir que elas não existem. "Precisamos lidar com as mudanças climáticas", afirma o cientista político Joshua S. Goldstein e o engenheiro de energia, Staffan A. Qvist.

Em uma matéria, que saiu no jornal The Wall Street Journal, na última sexta-feira (11), as duas figuras declararam que apenas energias sustentáveis e renováveis, como a eólica e a solar, não são capazes de resolver o problema a tempo, rapidamente como seria necessário.

Energia nuclear

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Segundo os dois estudiosos, a única energia que pode salvar o mundo, é a energia nuclear. Pense o seguinte: mesmo se todas as grandes nações começasse a produzir energia renovável ao mesmo tempo, em grande quantidade, apenas um quinto da meta global de eletricidade limpa seria atingida. Para você ter ideia, isso quer dizer que seriam necessários cerca de 150 anos para conseguirmos descarbonizar completamente o planeta. Isso é inviável perante o fato de que só temos mais três décadas antes de atingirmos um ponto sem volta em relação ao clima.

Além disso, é bom lembrar que energia eólica e solar são muito dependentes de circunstâncias naturais, fora do nosso controle, e isso poderia ser um grande problema. Em contraste, para eles, "a energia nuclear atende a todos esses requisitos".

"O que o mundo precisa é de uma fonte de eletricidade livre de carbono que pode ser aumentada muito rapidamente e fornecer energia de forma confiável o tempo todo, independentemente das condições climáticas - tudo sem expandir a área total dedicada à geração elétrica", escreveu Goldstein e Qvist.

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Temores equivocados

Os dois estudiosos afirmam que a sociedade criou um temor só de ouvir a palavra "nuclear", e isso impediu o seu crescimento pelo mundo nos últimos anos. Quando a palavra é usada, na maioria das vezes, é associada a desastres, como o de Chernobyl. Mas é bom ressaltar que as mortes que o desastre de Chernobyl causou são muito menores do que as causadas em acidentes industriais. Além disso, a quantidade de resíduos produzidos por esse tipo de produção de energia é bem menor do que as que estamos habituados.

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"Toda a vida útil de um americano de energia elétrica alimentada por energia nuclear produziria uma quantidade de resíduos a longo prazo que cabe em uma lata de refrigerante", afirma o par de especialistas.

E aí, o que você achou dessa matéria? Comenta aqui com a gente e compartilha nas suas redes sociais. Para você que já está indo pesquisar um pouco mais sobre energia nuclear, aquele abraço.

Publicado em: 17/01/19 16h48