Ciência e Tecnologia

Estudo diz que existem três tipos de depressão, saiba quais são

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Estar triste é diferente de estar com depressão, já que a tristeza é um sentimento normal de qualquer pessoa, sendo um estado desconfortável gerado por situações como um desapontamento, lembranças desagradáveis ou o término de um relacionamento, por exemplo, que é passageiro e não precisa de tratamento.

Já a depressão, caros leitores, é uma doença que afeta o nosso humor e gera uma tristeza profunda. Além da tristeza, essa doença pode vir acompanhada de sintomas físicos, como a perda de peso ou mesmo dificuldades para dormir.

Estima-se que quase uma em cada cinco pessoas irá experimentar transtorno depressivo maior em algum momento da vida, mas apesar de sua onipresença e grande progresso no estudo da saúde mental, psiquiatras e psicólogos ainda lutam para diagnosticar esta condição altamente variável.

Mas vem cá, será que existe tipos diferentes de depressão? Segundo um estudo recente, a resposta é sim.

O estudo

Recentemente, uma equipe de pesquisadores da Unidade Computacional Neural do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa explicou que os médicos atualmente confiam nas respostas dos pacientes em questionários padronizados. Essa é uma prática que é tanto subjetiva quanto não-informativa sobre a bioquímica e a genética subjacentes.

Além disso, os vários sintomas, apresentações de depressão e a descoberta de que os remédios na classe mais popular de antidepressivos não ajudam alguns pacientes, levaram os cientistas a especular que existem alguns tipos distintos de depressão.

Todos concordam que identificar e caracterizar esses subtipos, se existirem, é essencial para criar melhores opções de tratamento sob medida, mas até o momento, ninguém o fez de maneira convincente. O professor Kenji Doya, em um comunicado, afirmou o seguinte: “Sempre se especulou que existam diferentes tipos de depressão, e eles influenciam a eficácia da droga. Mas não houve consenso”.

Pensando em esclarecer o assunto, Doya e seus colegas decidiram juntar o máximo de dados possíveis sobre depressão. O objetivo era fazer uma análise estatística para procurar padrões inéditos. O estudo reuniu respostas a questionários, informações médicas e ressonância magnética funcional de 78 regiões cerebrais de 67 pacientes.

A conclusão

Foi concluído que existem três subtipos de depressão. Os subtipos foram encontrados para diferir com base na presença ou ausência de trauma infantil e padrões de conectividade funcional entre o giro angular direito ( uma região do cérebro envolvida no processamento visual, cognição espacial, memória, atenção e alguns aspectos da autoconsciência).

Os pacientes com maior função do giro angular, que também experimentaram trauma na infância, parecem manifestar o subtipo de depressão que não responde ao tratamento por drogas. Os outros dois subtipos, os sem maior conectividade e aqueles que não tiveram trauma na infância, tenderam a responder positivamente aos tratamentos que usam drogas.

“Este é o primeiro estudo a identificar subtipos de depressão a partir da história de vida e dados de ressonância magnética”, disse Doya. “Isso fornece aos cientistas que estudam os aspectos neurobiológicos da depressão uma orientação promissora para prosseguir com suas pesquisas”, completou.

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