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Estudo mostra os efeitos de gritar com seu cachorro a longo prazo

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Que o cão é o melhor amigo do homem, isso não é novidade para ninguém. Quem tem um cãozinho em casa, sabe o que é contar sempre com um amor e apoio incondicional. Os animais aparecem no topo da lista de maiores companheiros das pessoas por nunca abandonarem seus donos.

E quem ama cachorros e têm um sabe como é a relação com esses animais. E percebe que eles não só entendem o que o dono quer dizer, mas também a forma e o tom que eles dizem as coisas.

Por isso, segundo uma nova pesquisa, você nunca deve gritar com seu cachorro ou puni-lo. Segundo um estudo publicado em 2019, o treinamento agressivo pode ter efeitos negativos de longo prazo no estado mental do cachorro.

“Nossos resultados mostram que cães de companhia treinados com métodos, baseados em aversão, experimentaram uma piora no bem-estar durante as sessões de treinamento do que cães treinados com métodos baseados em recompensa. Além disso, cães treinados com proporções mais altas de métodos baseados em aversão experimentaram um bem-estar pior fora do contexto de treinamento do que cães treinados com métodos baseados em recompensa”, escreveram os pesquisadores no artigo.

Estudo

Esse tipo de pesquisa já tinha sido feito anteriormente e descobriuq ue o treinamento aversivo tem efeitos negativos. Principalmente, nos cães policiais e de laboratório.

Então, uma equipe internacional liderada pela bióloga Ana Catarina Vieira de Castro, da Universidade do Porto, em Portugal, fez um novo estudo com cachorros de companhia.

Os animais foram recrutados em várias escolas de treino. Quarenta e dois foram recrutados de escolas que usam o treino baseado em recompensa. E 50 cães de quatro escolas que usam treinamento aversivo, como gritar, mexer com o cachorro fisicamente ou dar um puxão na guia.

Cada cachorro foi filmado durante os primeiros 15 minutos de três sessões de treinamento. Além disso, amostras de saliva foram coletadas para avaliar os níveis de estresse do treinamento.

Os pesquisadores também analisaram o comportamento dos cães durante o treinamento procurando comportamentos que indicassem estresse, como por exemplo, bocejar, lamber os lábios, levantar as patas e latir.

Os cachorros que eram treinados com reforço positivo eram bastante calmos. E tinham bem menos comportamentos de estresse e níveis de cortisol muito mais normais.

Efeitos

Depois de visto isso, os pesquisadores foram avaliar os efeitos de longo prazo que o estresse causaria. Depois de um mês os cachorros foram avaliados no treinamento. 79 deles foram treinados para associar uma tigela em lado da sala a um lanche de salsicha.

E se a tigela estivesse nesse lado determinado  significava que ela tinha uma guloseima. Se ela estivesse do outro lado, a tigela estaria sem nada. Depois disso, os pesquisadores colocaram as tigelas em lugares ambíguos para ver a rapidez que os cachorros se aproximavam delas.

A velocidade mais alta foi interpretada como antecipação do cachorro pela guloseima. E a velocidade mais baixa significava que o cachorro estava mais pessimista sobre o que tinha na tigela.

E quanto mais aversivo tinha sido o treinamento do cachorro, mais lentamente ele se aproximava da tigela. Além disso, os cachorros que foram treinados baseados em recompensa aprenderam a tarefa de localizara  tigela mais rápido.

Treinamentos

Isso  sugere que o treinamento baseado em recompensa pode ser mais eficaz. No entanto, os pesquisadores sugerem que isso pode ser porque os cães já entendem os métodos de treinamento.

Contudo, no  geral, os resultados parecem mostrar que o treinamento aversivo não tem, necessariamente, uma vantagem com relação ao treinamento de recompensa. E que o treinamento de recompensa é melhor para a felicidade do cachorro.

“De maneira crítica, nosso estudo aponta para o fato de que o bem-estar de cães de companhia treinados com métodos baseados em aversão está em risco, especialmente se estes forem usados ​​em altas proporções”, concluíram os pesquisadores.

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