Curiosidades

Fazendeiro descobre nova espécie de pterossauro na Austrália

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A época em que dinossauros andavam na Terra desperta fascínio em muitas pessoas e vários imaginam como nosso planeta teria sido naquela época. Tanto que vários filmes foram feitos a respeito disso. Além disso, a ciência e os estudiosos estão sempre atrás de novas descobertas para entenderem melhor esses animais pré-históricos. Mas em alguns casos as descobertas podem ser feitas por pessoas comuns. Como no caso desse fazendeiro que descobriu uma nova espécie de pterossauro na Austrália.

O fazendeiro é um paleontólogo amador e descobriu essa nova espécie de pterossauro, que é um réptil voador que viveu junto com os dinossauros há aproximadamente 100 milhões de anos.

Kevin Petersen é um fazendeiro que cultiva abacates e curador do museu de fósseis Kronosaurus Korner no noroeste de Queensland, na Austrália, e em 2021 desenterrou vários ossos fossilizados no oeste de Queensland.

Descoberta

Perfil

Depois de identificados, os ossos eram  pertencentes à Haliskia peterseni, um novo gênero e espécie de pterossauro, de acordo com um comunicado de uma equipe da Curtin University, em Perth, líder do estudo.

“Com uma envergadura de aproximadamente 4,6 metros, Haliskia teria sido um predador temível há cerca de 100 milhões de anos, quando grande parte do centro-oeste de Queensland estava submersa, coberta por um vasto mar interior e posicionada globalmente onde a costa sul de Victoria está hoje,” disse Adele Pentland, autora principal do estudo e doutoranda na Escola de Ciências da Terra e Planetárias da Curtin.

Esse animal gigante foi o primeiro vertebrado a evoluir e ter a capacidade de voar. Ele viveu na Era Mesozoica, que começou há cerca de 252 milhões de anos, junto com os dinossauros.

“Pterossauros são répteis alados que possuíam uma asa feita de uma membrana de pele, então, de certa forma, eles se assemelham a um morcego, mas são muito diferentes e de outro mundo em termos da forma de suas cabeças,” afirmou Pentland.

Nova espécie de pterossauro

Perfil

Essa nova espécie de pterossauro teria caçado peixes e cefalópodes parecidos com as lulas no mar interior. E o animal seria presa de grandes répteis marinhos como o Kronosaurus. Para se ter uma noção, somente o crânio do Kronosaurus mediria 2,4 metros de comprimento. “Haliskia não teria a menor chance contra uma fera dessas,” disse Pentland.

Desde os anos 1980, menos de 25 conjuntos de restos de pterossauros de quatro espécies foram encontrados na Austrália. Já no Brasil e na Argentina, foram encontrados mais de 100 conjuntos.

Quando o fazendeiro fez a descoberta dessa nova espécie de pterossauro, ele encontrou os restos mais completos do que qualquer outro pterossauro descoberto na Austrália até hoje. E Pentland elogiou a “preparação cuidadosa” dos restos que Petersen  teve.

“Haliskia está 22% completo, tornando-o mais de duas vezes mais completo que o único outro esqueleto parcial de pterossauro conhecido encontrado na Austrália”, pontuou a autora do estudo.

Dentre os ossos estão “mandíbulas inferiores completas, a ponta da mandíbula superior, 43 dentes, vértebras, costelas, ossos de ambas as asas e parte de uma perna”. Além de “ossos da garganta muito finos e delicados, indicando uma língua muscular, o que ajudava na alimentação de peixes e cefalópodes”, disse ela.

Com tudo isso encontrado, Pentland disse à CNN que ela “não esperava que o espécime fosse tão completo quanto era”. Agora, o fóssil dessa nova espécie de pterossauro irá para a coleção do Kronosaurus Korner.

“Estou emocionado que minha descoberta seja uma nova espécie, já que minha paixão reside em ajudar a moldar nosso conhecimento moderno de espécies pré-históricas”, disse Petersen.

Animais

The light house

A descoberta dessa nova espécie pterossauro é algo importante para o estudo desses animais. Contudo, a história desses animais continua misteriosa e tem várias coisas que as pessoas não sabem sobre eles. Por exemplo:

Sem voo

Um debate entre os cientistas é se os pterodáctilos podiam voar ou não logo que saiam do ovo. Em 2017, um esconderijo dos ovos foi encontrado com ovos bastante preservados que através das imagens viram esqueletos completos em 3D. E com isso provou que os filhotes não tinham a independência de voar. Os fêmures eram fortes, mas os músculos do peitoral eram subdesenvolvidos.

Com essa descoberta, os cientistas viram que os filhotes conseguiam andar mas não voavam para o céu. Além disso, os filhotes também não tinham dentes. Essas características faziam com que os filhotes de pterodáctilos tivessem uma vida perigosa.

Tamanho

Os paleontologistas escavaram o deserto de Gobi, na Mongólia, em 2017. Nessa região tinha uma rica mina de fósseis, mas mesmo assim os pesquisadores se surpreenderam quando acharam os ossos do pescoço de um pterossauro.

Com esses ossos, os pesquisadores estimaram que o tamanho do animal seria correspondente ao de um pequeno avião. Eles não conseguiram identificar a espécie, mas estimaram que viveu cerca de 70 milhões de anos atrás e que foi uma das maiores espécies de pterossauros existentes.

Respiração

Os pterodáctilos tinham um peito rígido que não conseguia se expandir para inalar ou espremer o ar velho. Assim como nos pássaros, eles tinham sacos aéreos extras em seus ossos, mas mesmo assim, eles não respiravam da mesma forma. Os pássaros, por exemplo, têm o movimento para cima e para baixo de seus esternos para regular a respiração, o que nos pterodáctilos era muito duro.

A resposta foi dada, nos últimos anos, por répteis como crocodilos e jacarés. Eles respiram por uma coisa chamada pistão hepático. Com essa técnica, o fígado é envolvido, ele se contrai e empurra as entranhas para baixo, o que abre espaço para que os pulmões consigam inalar. Depois, as costelas do ventre voltam o fígado para sua posição original e a exalação é feita.

Fonte: CNN

Imagens: Perfil, The light house

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