Um filhote de hipopótamo descendente dos animais levados à Colômbia pelo narcotraficante Pablo Escobar foi encontrado sozinho, desidratado e desnutrido na região de Antioquia. Pescadores localizaram o animal às margens de um rio e acionaram equipes de resgate.
Filhote de hipopótamo durante o atendimento veterinário após ser encontrado desidratado na região de Antioquia. Foto: AFP/Reprodução.
O filhote tinha aproximadamente 15 dias de vida quando recebeu atendimento. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, os profissionais encontraram o animal em estado delicado e iniciaram imediatamente os cuidados necessários para tentar recuperar sua saúde.
Após o resgate, uma equipe veterinária levou o filhote para receber cuidados especializados. Os profissionais avaliaram seu estado de saúde e iniciaram um tratamento para combater a desidratação e a desnutrição.
Apesar dos esforços da equipe, o animal não resistiu e morreu posteriormente.
O caso chamou atenção porque o filhote fazia parte da população de hipopótamos que descende diretamente dos animais que Pablo Escobar levou para a Colômbia durante a década de 1980.
Na década de 1980, Pablo Escobar levou quatro hipopótamos para a Fazenda Nápoles, sua antiga propriedade na Colômbia. O grupo tinha um macho e três fêmeas.
Depois que Escobar morreu, em 1993, os animais permaneceram na região. Alguns deles escaparam da propriedade e encontraram condições favoráveis para sobreviver e se reproduzir.
Com o passar dos anos, a população cresceu rapidamente. Além disso, os hipopótamos encontraram na região colombiana abundância de alimento e ausência de predadores naturais.
Por isso, os animais se espalharam principalmente pela região do rio Magdalena e formaram uma população considerada uma das maiores concentrações de hipopótamos fora da África.
Embora tenham conquistado a atenção de moradores e turistas, os hipopótamos também representam um desafio ambiental para a Colômbia.
Segundo especialistas, a espécie pode alterar os ecossistemas locais e disputar recursos com animais nativos. Além disso, os hipopótamos são animais de grande porte e podem representar riscos para pessoas que vivem ou trabalham próximas aos rios.
Diante desse cenário, o governo colombiano passou a adotar medidas para controlar o crescimento da população. Entre as estratégias estão a esterilização e outras ações de manejo.
Entretanto, essas medidas não conseguiram impedir completamente a expansão dos animais. Por isso, as autoridades passaram a discutir medidas mais rígidas para controlar a população.
O resgate do filhote mostra como uma decisão tomada há décadas ainda produz consequências na Colômbia.
O que começou como uma coleção particular de animais exóticos acabou criando uma população de hipopótamos que se reproduziu livremente durante décadas.
Agora, as autoridades precisam encontrar um equilíbrio entre a preservação dos animais e a proteção do meio ambiente e das comunidades que vivem na região.
Fonte: oGlobo






