Gabriela Prioli conta “dor” de quando começou a frequentar a elite de SP

Não é nenhum segredo que a desigualdade social é um problema presente em todo o mundo. Mesmo assim, por vezes, sabendo da existência da desigualdade social, as pessoas podem não ter uma noção real do contraste, entre a vida de diferentes populações, por não saírem das suas bolhas. Mas quando alguém entra em uma nova bolha, contrastes podem ser notados e sentidos. Esse foi o caso de Gabriela Prioli quando começou a frequentar a elite de SP.

Na alta sociedade paulistana, não é suficiente somente ter dinheiro, é necessário ter um sobrenome tradicional e uma ascendência com parentes ilustres. Por mais que alguém, que não cumpra esses requisitos, possa entrar no grupo, a pessoa pode nunca se sentir, realmente, incluída.

Justamente isso que aconteceu com Gabriela Prioli que, a primeira vista, parece uma patricinha de família tradicional de São Paulo. “Vim da Vila Mangalot”, contou ela no videocast Platitudes de Leandro Karnal, historiador, filósofo e apresentador.

Gabriela Prioli e preconceito

ABC da comunicação

Para quem não sabe, a Mangalot fica na zona norte da capital, “do lado de lá do rio” como é dito. Embora não seja um bairro pobre, ele também não é onde está a riqueza e o glamour visto nos Jardins, Higienópolis, Itaim e Vila Nova Conceição onde os “berços de ouro” estão.

O que choca, mais ainda, as pessoas é que mesmo sendo branca, loira e com cara de rica, Gabriela Prioli sentiu o julgamento das pessoas que não a acham merecedora de estar nos ambientes mais caros e chiques da cidade.

“Quando eu comecei a circular – porque comecei a namorar o Thiago (Mansur, DJ) – entre a elite paulistana, eu me lembro de sentir dor no corpo de tão envergonhada que eu ficava por perceber que as pessoas tinham um discurso, que me excluíam o tempo inteiro”, contou.

“Parece de propósito. ‘Você não é dos nossos, você não pertence a esse lugar’ e, hoje em dia, quando eu estou nos espaços de pessoas que têm muito dinheiro, faço questão de o tempo inteiro falar ‘eu venho da Vila Mangalot, esse é o lugar que eu venho, a minha vida era assim, o que a gente faz é isso’”, continuou ela.

Por passar essas situações, ela defende a reação imediata das pessoas que são vítimas desse tipo de preconceito.

“Se, por acaso, você já sentiu essa vergonha financeira, não permita que esse bando de gente medíocre, infeliz e tapada piore a sua situação. Tenha orgulho daquilo que você faz. Viver com privação de dinheiro não é vergonha”, concluiu Gabriela Prioli.

Fonte: Terra

Imagens: ABC da comunicação

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