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Gelo mais antigo dos Alpes preservou 10 mil anos de memória climática

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Nosso planeta já tem seu longo período de existência e já passou por várias mudanças. Umas delas, que os pesquisadores consideram uma das mais drásticas, é a mudança climática. Isso vem afetando o mundo de várias maneiras diferentes e talvez caminhe para um ponto onde se torne cada vez mais difícil a nossa existência.

E os pesquisadores sempre tentam entender por quais mudanças nosso planeta passou para nos prepararmos para as que podem vir. Nos polos da Terra não são apenas sementes  que  estão sendo armazenadas. Os cientistas também preservam pilhas de gelo antigo para fazerem pesquisas.

O gelo mais antigo da região dos Alpes foi extraído com sucesso e está pronto para ser armazenado na Antártica. O que faz com que esse armazenamento seja tão importante é a história que esse gelo registrou. Os núcleos de gelo dos Alpes datam de 10 mil anos  atrás, e dão aos pesquisadores uma incrível e inestimável visão de como o ambiente  mudou ao longo da história

Gelo

Essa mudança faz parte de um projeto internacional chamado “Memória do gelo”. Ele tem o obtivo de preservar esses artefatos naturais antes que o aquecimento global e o degelo desapareçam com eles. E essa extração dos Alpes é um momento significativo.

“A missão foi um sucesso. A equipe obteve dois núcleos de gelo com mais de 80 metros de profundidade de um local muito importante, que contém informações sobre o clima dos últimos 10.000 anos. A equipe trabalhou bem apesar das condições climáticas adversas, com fortes rajadas de vento e neve. Agora, este precioso arquivo da história do clima dos Alpes será preservado para o futuro”, disse Carlo Barbante, professor de química analítica da a Universidade Ca ‘Foscari de Veneza, na Itália.

Para fazer essa extração foi preciso cinco dias. Ela foi feita a uma altura de 4.500  metros na geleira Colle Gnifetti. Ao todo foram retirados quatro núcleos de gelo. Essa geleira de onde eles foram retirados é a segunda maior da região dos Alpes, tendo uma área total de 40 quilômetros quadrados. Isso porque os cientistas acreditam que em meados do século XIX a geleira perdeu aproximadamente 40% da sua área total.

Esses tubos de gelo retirados da geleira são considerados intocados pelo derretimento por dez séculos. E eles foram extraídos bem a tempo, nessa que foi a terceira missão feita pelo projeto.

“Se perdêssemos arquivos como este, perderíamos a memória de como a humanidade alterou a atmosfera. Vamos tentar preservá-lo para as gerações futuras que irão estudá-lo quando não estivermos mais aqui”, disse Fabio Trincardi, diretor do Departamento de Ciência do Sistema Terrestre e Tecnologias Ambientais do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália.

Armazenamento

O projeto foi lançado em 2015 pelos glaciologistas franceses, italianos e suíços em parceria com cientistas e grupos de pesquisa de todo o mundo. Eles fizeram isso com o objetivo de preservar os núcleos de gelo para estudos futuros.

A organização por trás desse projeto prevê que até o fim do século a Terra não terá mais geleiras abaixo de 3.500 metros nos Alpes, e 5.400 nos Andes. E nisso várias evidências podem ser perdidas por conta do aquecimento global.

“Nosso clima está em estado de emergência. Para fazer frente a essa crise, precisamos entender as causas e encontrar as soluções possíveis, então a pesquisa e o ensino são necessários”, concluiu Tiziana Lippiello, reitora da Universidade Ca ‘Foscari de Veneza.

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