
O entendimento humano, principalmente o científico, vai mudando com o passar do tempo e com avanço das tecnologias que possibilitam que mais e novas coisas sejam descobertas. Por exemplo, desde os anos 1950 era acreditado que a história genética do Japão era bem simples. Contudo, um novo estudo do genoma japonês veio trazer uma nova camada para a história.
O que se pensava era que por volta do ano 300 a.C. os povos nativos Jomon teriam se misturado com os imigrantes Yayoi, vindos da Península Coreana. No entanto, de acordo com o estudo, a mistura genética no país é mais complicada do que parece. Isso porque existe a presença de um terceiro grupo misterioso que se misturava antes de ter chegado no arquipélago japonês.
Então, o revelado pelo estudo é que a população atual do Japão, na realidade, é o resultado de um “amontoado genético” triplo: Jomon, Yayoi e um povo do nordeste asiático que se uniu com os Yayoi antes de entrarem no território japonês.

Diário de Pernambuco
Um estudo feito por pesquisadores japoneses e irlandeses em 2021 sugeriu que o DNA dos japoneses atuais tinha três fontes distintas. Eram elas: os Jomon, conhecidos pela vida de caçadores-coletores; os Yayoi, que trouxeram a agricultura; e um povo misterioso do nordeste da Ásia. Isso era diferente do que se acreditava anteriormente sobre o genoma japonês, que só teria a mistura entre Jomon e Yayoi.
Embora existisse essa visão, existiam muitas dúvidas a respeito de como essas três populações se encontraram e fizeram essa troca de genes. Na visão dos cientistas, conseguir entender essas interações é parecido com tentar resolver um quebra-cabeça genético.
“As origens demográficas e o impacto das mudanças agrícolas ainda são, em grande parte, desconhecidos”, explicou o estudo.
Outro ponto é que a história vai muito além de somente o genoma japonês, ela também envolve tradições agrícolas e disseminação de línguas que pode ter sido espalhado com o cultivo de arroz que os Yayoi trouxeram.
Por conta disso que a dúvida sempre foi se essa expansão cultural vinha acompanhada de uma troca genética grande. Com o novo estudo existem pistas mais claras a respeito disso. O feito pela Universidade de Tóquio foi colocar mais peças nesse quebra-cabeça fazendo a análise do DNA de 3.200 japoneses de várias regiões.
Como resultado, eles conseguiram confirmar o conceito de ancestralidade tripla, contudo com mais nuances do que eles esperavam. O genoma japonês atual é um reflexo dessa mistura, que não foi feita em um evento isolado, mas sim em várias fases de maneira entrelaçada. O próximo passo é entender melhor essa mistura.
Fonte: Mega curioso
Imagens: Diário de Pernambuco





