Curiosidades

Genoma de um humano de uma população desconhecida foi descoberto em uma caverna

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Arqueologia e ciência sempre andam juntas para descobrir nossas reais origens, como o mundo era antigamente, como era sua vegetação, como, porque e quando as espécies tiveram seu fim, entre outras coisas. E parece que sempre que se julga saber “com certeza” alguma coisa, uma nova descoberta surge e muda tudo.

É sabido que o ser humano moderno teve vários ancestrais até chegar onde está hoje. Contudo, parece que nem todos esses ancestrais foram descobertos. Um exemplo disso é o punhado de lama que estava enterrado embaixo do solo de uma caverna durante milênios. Ele produziu o genoma de um humano antigo.

Estudo

Segundo revelou a análise feita, o genoma era era de uma mulher que viveu há 25 mil anos durante a última era glacial. E por mais que os pesquisadores não saibam muita coisa sobre ela, ela representa uma conquista científica bem grande. Ou seja, conseguir identificar populações humanas antigas mesmo quando não tem ossos para serem recuperados.

Além dessa mulher, a amostra também deu DNA de espécies de lobos e bisões. E uma equipe internacional de cientistas conseguiu colocar elas em um contexto de suas histórias populacionais.

“Nossos resultados fornecem novas percepções sobre as histórias genéticas do Pleistoceno Tardio dessas três espécies e demonstram que o sequenciamento direto do DNA de sedimentos, sem métodos de enriquecimento de alvos, pode produzir dados informativos de ancestrais e relações filogenéticas em todo o genoma”, disseram os pesquisadores.

Normalmente, a descoberta do DNA antigo se baseia em ossos, e um pouco de sorte. Primeiramente, é preciso ossos que tenham sobrevivido intactos o suficiente para conseguirem ter preservado o DNA durante os vários milhões de anos.

Depois disso, é preciso encontrá-los e recuperar o material genético suficiente para que seja feito o sequenciamento. Esse é um trabalho bem minucioso. O DNA antigo é capaz de preencher mais lacunas na história evolutiva e não somente dos humanos, como também de outros animais.

Análise

 

Contudo, vários sítios arqueológicos tem mais evidência de uso de hominídeos do  que ossos. Como por exemplo, a caverna de Satsurblia na Geórgia, nos EUA. Nela, artefatos como ferramentas de pedra sobreviveram ao tempo melhor do que os ossos. Essa caverna foi usada pelos humanos antigos por milhares de anos, e ainda assim, somente o  genoma de uma única pessoa do local tinha sido sequenciado. Ele era de um humano que tinha vivido há 15 mil anos.

Mas o DNA ambiental, que pode ser encontrado preservado no sedimento, está caa vez mais se mostrando uma forma ótima para que os pesquisadores aprendam sobre o passado. Ele é depositado em fezes ou fragmentos de ossos que foram moídos.

Dessa forma, a equipe liderada pelo biólogo evolucionário Pere Gelabert e pelo arqueólogo Ron Pinhasi da Universidade de Viena, na Áustria, foi à procura de DNA ambiental na caverna d Satsurbila. E eles conseguiram seis amostras de solo onde cuidadosamente descobriram vestígios de material genético.

Genoma

Somente uma pequena fração do genoma de uma mulher foi recuperado. No entanto, a partir disso, os pesquisadores foram capazes de inferir que ela era um membro de um grupo de humanos modernos que até então era desconhecido.

O grupo em questão agora está extinto. Mas ele contribuiu para as populações atuais na Europa e Ásia. Isso foi descoberto quando o genoma antigo foi comparado com os genomas de humanos atuais.

“Nossos resultados demonstram que o sequenciamento do DNA antigo de sedimentos pode produzir dados em todo o genoma que são informativos sobre a ancestralidade. O DNA de sedimentos antigos em todo o genoma pode abrir novas abordagens para o estudo de ecossistemas inteiros, incluindo interações entre diferentes espécies e aspectos das práticas humanas ligadas ao uso de animais ou plantas”, concluíram os pesquisadores.

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