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Gigante pré-histórico: fósseis revelam segredos de antiga ave australiana

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Os fósseis são recursos capazes de mudar o pensamento dos pesquisadores sobre como a vida em nosso planeta foi antigamente ou como determinado animal se comportava e como ele deixou de existir. Como no caso desses fósseis que revelaram essa ave australiana que  se parecia com uma galinha ou ganso, mas com mais de dois metros de altura.

Os fósseis eram da espécie Dromornithidae. A ave australiana em si era o Genyornis newtoni, que foi uma das maiores aves já existentes na Austrália. Para se ter uma noção, é acreditado que ela chegava a pesar aproximadamente 230 quilos, por conta disso que foi apelidada de “gigaganso”.

A primeira vez que essa ave australiana foi descrita foi em 1896, mesmo assim o entendimento a respeito da aparência dela é limitado. Isso porque dos fósseis encontrados dessa ave, o primeiro foi um crânio que estava em péssimas condições. Depois disso, demorou mais de um século para que outros fósseis fossem descobertos.

Até que nas várias expedições feitas para o Lago Callabonna, uma área remota e árida do sul da Austrália, encontraram muitos crânios bem preservados dessa ave.

Fósseis da ave australiana

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Esses crânios descobertos mostraram que a ave australiana tinha uma cabeça grande e uma mandíbula superior alta e móvel, parecida com a de um papagaio, mas com um formato de ganso. Por conta dessa combinação é que ele conseguia esmagar plantas e frutas de forma fácil.

Outro ponto sugerido pelos fósseis encontrados é que a ave tinha adaptações para um estilo de vida aquático. Com habilidades como abrir e fechar a mandíbula debaixo d’água sem deixar que a água entrasse no palato ou nariz.

Além disso, essa ave também tinha uma caixa craniana grande, mas não quer dizer que ela fosse inteligente. Até porque ao invés de ter um cérebro volumoso, o espaço do crânio era preenchido com ossos arejados, que era uma adaptação bem eficiente com relação a energia.

Um ponto curioso sobre essa ave australiana é que ela pode ter sido responsável pela dispersão de algumas plantas na Austrália por conta do seu bico e da capacidade que ele tinha de comer frutas grandes. Existe também a possibilidade de que algumas árvores do país tenham evoluído dependendo dessa ave para espalhar suas sementes.

Todas essas características anatômicas mostram que esse animal era bem-adaptado para viver em zonas úmidas. Nelas, o mais provável é que ela caminhasse por longas distâncias buscando alimento depois das chuvas. Isso fazia com que ela tivesse um papel importante no ecossistema, trabalhando como se fosse um jardineiro.

Evolução

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Esses novos fósseis da ave australiana também ajudaram a entender melhor a posição evolutiva do Genyornis. Isso porque antes era acreditado que ele era mais associado com outras aves gigantes da América do Norte e Europa, conhecidas como Gastornithidae.

No entanto, por conta desses fósseis agora o sugerido é que ele esteja mais perto dos Anseriformes, a ordem das aves aquáticas, onde estão os patos, gansos e cisnes.

Essa espécie não sobreviveu às mudanças que aconteceram no ambiente e nem à chegada dos humanos. O pensado é que a extinção dela tenha sido contribuída pela caça, a coleta de ovos e a destruição de habitats pantanosos pelos primeiros humanos.

Além desses fatores, também tem o fato de a  paisagem da Austrália Central ter se tornado mais árida conforme o tempo foi passando. Isso acabou diminuindo os habitats que eram adequados para essa ave gigante do país.

Fonte: Mega curioso

Imagens: Mega curioso

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