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A história pouco conhecida dos mais 750 mil animais mortos durante a Segunda Guerra Mundial

POR Jesus Galvão    EM História      31/05/19 às 16h11

Em tempos de guerra, muitos países adotam estratégias um tanto quanto extremas para conter gastos e evitar o máximo possível do desperdício de recursos. E foi exatamente isso o que ocorreu na Grã-Bretanha antes da Segunda Guerra Mundial.

Quando a guerra estava se aproximando, muito preocupados com a escassez de alimentos e visando conter os gastos, o governo britânico formou o Comitê Nacional de Precauções Contra Ataques Aéreos. Algumas de suas funções era lidar com as questões dos animais de estimação.

Tempos de guerra

De acordo com o governo, a alimentação e os gastos em suprimentos para esses animais prejudicaria a economia durante a guerra. Para solucionar tal "problema", os cidadãos receberam um folheto intitulado "Conselhos para os donos de animais".

Nele continha um texto um tanto quanto amedrontador. "Se possível, leve seus animais domésticos para fora do país antes de uma emergência. Se não for possível, é melhor que sejam exterminados".

Além de ser anunciado pela BBC, uma das maiores redes de TV do mundo, este "conselho" também foi publicado em jornais. E, por mais absurdo que pareça, muitas pessoas fizeram exatamente como recomendava o folheto. Os que não podiam levar seus animais para fora da Grã-Bretanha, simplesmente os deixaram morrer.

Muitas mortes

Em aproximadamente uma semana, 750 mil animais de estimação foram executados. E eles não foram os únicos. Os animais do zoológico de Londres foram mortos. Desde pequenas aranhas aos filhotes de girafa.

Depois do anúncio da guerra, em 1939, consultórios veterinários ficaram lotados de proprietários que queriam sacrificar seus animais. Aqueles que tinham um pouco mais de esperança, recrutavam os bichos para a guerra. Em 1942, a Grã-Bretanha recrutou cerca de 6 mil para o exército. Muitos deles nunca mais foram vistos.

"As pessoas estavam preocupadas com a ameaça de bombardeios e escassez de alimentos, e achavam inadequado ter o 'luxo' de um animal de estimação durante a guerra", explicou o curador sênior do Museu Nacional do Exército, Pip Dodd.

"Era uma das coisas que as pessoas tinham que fazer - evacuar as crianças, colocar as cortinas de blecaute e matar o gato", afirmou a historiadora britânica Hilda Kean.

No mundialmente famoso parque no centro de Londres, o Hyde Park, existe um memorial para homenagear esses animais sacrificados devido à guerra. No lugar, duas inscrições contêm as seguintes mensagens: "Este monumento é dedicado a todos os animais que serviram e morreram ao lado de forças britânicas e aliadas em guerras e campanhas ao longo do tempo" e "Eles não tiveram escolha".

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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