Foto: Herman Miller

Home office melhora a vida de 68%, mas 83% relatam sintomas psicológicos, mostra estudo

Avatar for Smile FerreiraSmile FerreiraSaúdeTrabalhoCarreirafevereiro 14, 2026

Um levantamento realizado pela International Workplace Group (IWG) revelou que o home office melhorou a vida de 68% dos profissionais entrevistados. O estudo analisou a percepção de trabalhadores sobre qualidade de vida, produtividade e saúde mental no modelo remoto. Ainda assim, os dados também trouxeram um alerta: 83% dos participantes relataram sintomas psicológicos ligados ao trabalho remoto.

Os ganhos percebidos no trabalho remoto

Segundo a pesquisa da IWG, muitos profissionais apontaram vantagens claras no home office. Entre elas estão a redução do tempo de deslocamento, maior flexibilidade na rotina e mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Dessa forma, trabalhadores conseguiram reorganizar horários, dedicar mais tempo à família e reduzir o estresse causado pelo trânsito e pela rotina rígida do escritório.

Foto: Herman Miller

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Além disso, parte dos entrevistados afirmou sentir aumento na produtividade ao trabalhar em casa, especialmente quando conseguem manter foco e autonomia.

Os sintomas psicológicos apontados

Apesar dos benefícios, o mesmo estudo mostrou que 83% dos profissionais relataram algum tipo de sintoma psicológico, como ansiedade, cansaço mental, dificuldade de concentração ou sensação de isolamento. Isso indica que o modelo remoto, embora traga vantagens práticas, também exige adaptação emocional.

Especialistas explicam que a ausência de separação física entre casa e trabalho pode intensificar a sobrecarga. Por isso, muitos trabalhadores acabam estendendo o expediente além do horário ideal.

O que explica essa contradição

A International Workplace Group destaca que o desafio não está necessariamente no home office em si, mas na forma como ele é estruturado. Quando empresas não estabelecem limites claros ou não oferecem suporte adequado, o trabalho remoto pode gerar desgaste psicológico.

Ao mesmo tempo, quando há políticas bem definidas, pausas regulares e incentivo ao equilíbrio, o modelo tende a funcionar melhor.

Caminho para o equilíbrio

Diante desse cenário, o estudo sugere que empresas adotem modelos híbridos ou estratégias que priorizem bem-estar. Definir horários fixos, estimular pausas e manter canais de apoio emocional são medidas que ajudam a reduzir os efeitos negativos.

Assim, o home office pode continuar trazendo benefícios sem comprometer a saúde mental dos profissionais.

Fonte: Exame

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