
A famosa “memória fotográfica”, aquela habilidade de lembrar imagens com detalhes, sempre foi vista como mito ou algo raro, mas um estudo recente revelou que ela pode existir de verdade em um contexto bem inusitado: em pacientes com epilepsia.
Pesquisadores da Mayo Clinic e da Universidade de Minnesota, investigaram o caso de uma paciente com epilepsia resistente ao tratamento. Após realizar uma série de testes de memória, como o “paired-associate learning” (PAL), a paciente demonstrou uma habilidade impressionante de memorizar e recordar pares de palavras, atingindo mais de 95% de precisão mesmo após longos períodos.
Essa capacidade foi observada em uma região específica do cérebro: a junção temporo-parietal-occipital direita, uma área associada à linguagem e à memória. Embora a epilepsia prejudique a memória, neste caso, a atividade elétrica excessiva parece ter “potencializado” essa habilidade.

Este estudo sugere que a memória fotográfica pode não ser um mito, mas sim uma habilidade rara que pode ser desencadeada ou aprimorada por condições neurológicas específicas. No entanto, é importante notar que esse fenômeno é extremamente raro e não ocorre na maioria dos casos de epilepsia.
Leia o estudo completo em: PMC






