Micróbios de 2 bilhões de anos são encontrados e podem ajudar estudo de vida em Marte

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesoutubro 9, 2024

Dentre os planetas do sistema solar, Marte foi sempre uma grande fonte de mistérios. Com o passar dos anos, as pesquisas foram ficando mais intensas e os robôs enviados para lá nos dão informações e imagens cheias de detalhes. Além disso, as tecnologias são cada vez mais aprimoradas para que mais coisas sejam descobertas. Contudo, algumas coisas que são descobertas na Terra podem ajudar com relação à pesquisa em outros planetas. Como essa colônia de micróbios que podem ajudar no estudo de vida em Marte.

Essa foi a colônia de micróbios mais antiga que já foi descoberta em uma rocha na África do Sul. É estimado que ela tenha dois bilhões de anos. Antes dessa descoberta, a colônia mais antiga tinha “somente” 100 milhões de anos.

A descoberta foi feita pelos pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão. De acordo com eles, o esperado é que isso ajuda na compreensão da evolução da vida no nosso planeta e também na investigação de hipóteses de vida em outros.

“Não sabíamos se rochas de dois bilhões de anos eram habitáveis. A camada geológica mais antiga na qual microrganismos vivos haviam sido encontrados era um depósito de 100 milhões de anos no fundo do mar.  Por isso, esta é uma descoberta tão emocionante”, disse Yohey Suzuki, principal autor do estudo.

Micróbios ajudam no estudo de vida em Marte

IG

A colônia estava na fenda de uma rocha no Complexo Bushveld Igneous (BIC), na África do Sul. Essa formação geográfica se originou há bilhões de anos, quando o magma embaixo da terra teve um resfriamento lento.

Conforme os pesquisadores, essas condições foram ideais para que se criasse uma habitat estável para os micróbios. Tanto que, justamente por conta das condições que eles estavam que eles conseguiram sobreviver até os dias atuais.

Uma amostra dessa colônia de micróbios foi extraída com a ajuda do International Continental Scientific Drilling Program, que é uma organização sem fins lucrativos que financia explorações e perfurações.

Essa amostra de 30 centímetros de comprimento foi corada em fatias mais finas para poderem serem analisadas. No momento da análise foi que os pesquisadores perceberam que existiam células vivas e compactadas nas rachaduras. Então, eles tingiram as células de verde para ficar mais fácil de elas serem vistas no microscópio.

Os pesquisadores conseguiram entender mais detalhes dos micróbios através da combinação de técnicas especiais de visualização de imagens. Uma das revelações foi que eles eram nativos da rocha e não uma contaminação cruzada pelo transporte.

“Estamos muito interessados na existência de micróbios subterrâneos não apenas na Terra, mas também no potencial de encontrá-los em outros planetas. O rover Perseverance, da Nasa, está atualmente prestes a trazer de volta rochas que têm idade semelhante àquelas que usamos neste estudo”, concluiu o cientista.

Fonte: IG

Imagens: IG

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