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Mistério por trás dos crânios alongados é desvendado por cientistas

POR Mateus Graff    EM Ciência e Tecnologia      28/02/18 às 15h18

Vocês já devem ter visto fotos por aí de crânios alongados, certo? Parece um tanto doloroso o processo, talvez seja. Mas por que diabos as pessoas faziam isso no Peru? Bom, em um tempo distante, nascer no Vale da Colca (onde hoje faz parte da região de Arequipa, no sul do Peru) fazia com que a cabeça dos bebês tivesse um formato um tanto diferente.

Isso aconteceu entre os anos 1100 e 1450. Tais crânios em forma de cone deixou a humanidade intrigada por muito tempo, mas parecem que alguns pesquisadores descobriram os motivos desses formatos. Como muitos dos nossos leitores também sempre ficaram encucados com isso, resolvemos trazer a nova descoberta envolvendo os crânios alongados. Ficou curioso? Calma, a gente explica com detalhes para você.

Significado dos crânios alongados

Antes da chegada dos Incas, em 1450, ter um crânio alongado era um sinal de status. Os pesquisadores acham que para uma sociedade pré-colombiana, essa característica representavam na verdade um sinal de elite. Para a comunidade collagua, que vivia no Peru, ter o crânio quase em forma de cone era um privilégio.

Mas não só essa comunidade, pois os  cabanas também modificavam o crânio dos recém-nascidos. A prática teve desdobramentos sociais e políticos muito importantes. Esse costume talvez pode ter influenciado o vínculo que essas antigas civilizações tiveram com o Império Inca.

"Antes do meu estudo, nós só tínhamos os relatos dos espanhóis dos tempos coloniais (a respeito das intervenções que modificavam o formato do crânio)", afirmou antropólogo americano Matthew Velasco, pesquisador da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

Antes, tal prática servia para distinguir os collaguas dos cabanos, mas acabou unindo as duas etnias e dando vantagens na rellação com os incas. Matthew Velasco estudou 211 crânios mumificados que foram encontrados em dois cemitérios collagua. Estruturas fúnebres construídas próximas a um penhasco eram reservadas para pessoas da alta sociedade. Lá, foram encontrados crânios alongados. Já os "plebeus" eram enterrados em lugares comuns.

Como era feito essa deformação do crânio?

Acreditem, existem duas formas de fazer isso e eles usavam apenas pano e dois pedaços de madeira. Os collaguas viviam na parte alta do Vale do Colca e falavam aimará. A comunidade criava alpacas, de onde extraíam a lã. A comunidade dos collaguas usava faixas nos crânios dos recém-nascidos para dar a forma mais larga na base e estreita na superior. Suspeita-se que o objetivo era era que as cabeças tivessem mais ou menos a forma do vulcão Collaguata.

Já os cabanas, falavam quíchua e cultivavam milho na região baixa do vale. Os cabanas tinha o formato do crânio um pouco diferente, eles eram achatados e alargados, pois pressionavam a parte de trás da cabeça. Velasco acredita que eles usavam placas de madeira (materiais mais duros) para conseguir chegar aquele formato.

Bizarro, não? Mas e você, já conhecia os povos das comunidades com crânios alongados? Comenta aqui embaixo pra gente!

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