Mistura de DNA extinto cria lobos quase-terríveis que desafiam a natureza

Em 2025, a startup científica Colossal Biosciences surpreendeu a todos ao anunciar ter “desextinto” o lobo-terrivel (Aenocyon dirus) com a aparição de filhotes geneticamente modificados para se parecerem com o extinto animal. Apesar da polêmica, agora, com 6 meses de vida, os resultados têm surpreendido até mesmo os cientistas.

O processo da “desextinção”

De acordo com o relato dos pesquisadores, o primeiro passo foi extrair DNA de duas fontes: um dente de 13 mil anos encontrado em Ohio, EUA, e um pedaço de crânio de 72 mil anos em Idaho, também, nos Estados Unidos.

Depois, os genes do lobo foram sequenciados e os cientistas conseguiram, então, analisar e descobrir a espécie viva mais semelhante à extinta.

Com essas informações, chegaram ao lobo-cinzento , que vive nas regiões gélidas do Hemisfério Norte: Canadá e a Rússia.

Através de avançadas técnicas de biologia sintética,  como a CRISPR-cas9, que age como uma “tesoura de moléculas”, eles conseguiram cortar um pouco do DNA e inserir um novo pedaço. 

Entretanto o professor, diretor do Laboratório de Paleogenética de Otago, Nic Rawlence diz:

“…o que a Colossal Biosciences produziram é um lobo cinza com características terríveis de lobo, este não é um lobo-terrível desextinto, mas sim um lobo gigante… Desenvolva a tecnologia de desextinção, mas use-a para conservar o que nos resta. Não traga de volta espécies da extinção”.

Os lobos quase-terríveis Romulos e Remus

Romulos e Remus

Em abril de 2025, Colossal apresentou Romulos e Remus – ambos machos – com cerca de 41kg, aproximadamente, 20% mais pesados  que lobos-cinzentos da mesma idade.

Remus parece exercer a liderança enquanto Romulos adota um papel “beta” . 

Desde o nascimento, a alimentação dos lobos foi de qualidade – com dieta contendo carnes e vísceras além de exames médicos regulares, incluindo tomografias e análises sanguíneas.

Apesar de tudo, muitos especialistas alertam para a falta de publicação de dados científicos e para a impossibilidade de uma verdadeira “desextinção”.

A pesquisadora chefe Beth Saphiro, afirmou explicitamente que os animais são lobos-cinzentos geneticamente editados e não exemplares idênticos aos seus ancestrais extintos. 

Enfim, experimentos com os “lobos quase-terríveis” está em andamento, mas já provoca reflexões profundas sobre o futuro da biotecnologia, conservação da biodiversidade e os limites éticos da manipulação genética. 

 

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