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Newgrange, a tumba que é 500 anos mais antiga que as pirâmides egípcias

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Sem dúvidas, o complexo de tumbas de Newgrange, na Irlanda, é uma das obras mais lindas do mundo antigo. A tumba hemisférica, localizada ao norte de Dublin, foi construída cerca de 500 anos antes que a Grande Pirâmide de Gizê. Sua construção aconteceu por volta de  3200 a.C. Ela é mais antiga até que o Stonehenge, construído por volta de 3000 a.C.

Newgrange é um bom exemplo do que foi chamado de ‘túmulo de passagem’. Bem característico do Período Neolítico, esses túmulo na Irlanda são hemisféricos e geralmente construídos no topo de uma colina. O nome vem das longas passagens que levam a uma pequena entrada. A maioria deles fica localizado no norte da Europa, mas também podem ser encontrados ao redor do Mediterrâneo e da costa norte da África.

A estrutura mede 85 metros de diâmetro e está localizado no condado de Meath, no Leste da Irlanda. O monte, em que Newgrange se encontra, é feito de pedras de quartzo e granito das montanhas irlandesas. Ele contém uma única tumba onde descansam os restos mortais de cinco indivíduos. Além de alguns bens, como joias de ouro do período romano.

Cientistas buscam compreender porque os antigos habitantes da Irlanda decidiram construir Newgrange e outros monumentos megalíticos. Entretanto, essas pessoas não deixaram um grande registro arqueológico que facilitassem o serviço dos pesquisadores.

“Uma das grandes anomalias do vale de Boyne é o contraste entre os magníficos e duradouros monumentos rituais e as evidências um pouco efêmeras da vida cotidiana”, disse Muiris Ó Súilleabháin, professor de Arqueologia da University College Dublin. “Não há evidências de um acordo em larga escala, como explicaria a organização e a sofisticação indicadas pelos túmulos. Então as pessoas do Neolítico Médio permanecem elusivas”.

O poder de Newgrange

Todos os anos, durante o solstício de inverno, a luz do sol brilha através de uma abertura precisamente posicionada nas paredes de pedra. O que faz com que todo o corredor, ao longo do túmulo, seja iluminado. Isso desperta a curiosidade dos cientistas em tentar compreender porque os ancestrais irlandeses construíram um túmulo em alinhamento com os raios do sol.

Embora existam restos mortais no local, nem todos os túmulos de passagem eram feitos para o descanso eterno dos mais abastados. Na verdade, muitos deles eram lugares onde eram realizados rituais anuais. Os historiadores não sabem ao certo se este era o caso de Newgrange. Entretanto, é bem possível que as pessoas fossem para lá durante o solstício para celebrar “o renascimento do sol”.

“Nós pensamos que para as pessoas que o construíram, era muito mais do que apenas um túmulo. Poderia ser um lugar onde as pessoas se reuniam, poderia ser um lugar onde os antepassados ​​eram homenageados. É um símbolo da riqueza do povo, e é provavelmente um lugar onde eles intercediam entre os vivos e os mortos”, disse Clare Tuffy, gerente do Conjunto Arqueológico do Vale do Boyne.

Newgrange é decorado com pedras maciças, onde muitas delas apresentam desenhos misteriosos. A entrada da tumba, por exemplo, é coberta de redemoinhos e padrões geométricos. Os detalhes nesses desenhos atestam a importância da construção para a comunidade que a construiu.

O redescobrimento

Alguns arqueólogos acreditam que Newgrange ficou inativo depois da Idade do Bronze. No entanto, no século III e IV d.C, o lugar ressurgiu nos registros arqueológicos. Usando escavadeiras na região, foram encontrados artefatos que datam do final do período romano, entre 350 e 450 d.C.

“A explicação mais provável é que o local foi usado como local de culto no terceiro e quarto século d.C.”, disse ao Raghnall Ó Floinn, chefe de coleções do Museu Nacional da Irlanda, em entrevista ao Irish Times.

Por cerca de mil anos, a tumba ficou adormecida. Até que, em 1699, ela ressurgiu, literalmente. O proprietário das terras no local, Charles Campbell, ordenou que o território fosse pesquisado, a fim de extrair pedras do lugar. Enquanto aconteciam as escavações, os funcionários de Campbell descobriram a entrada da tumba. Em uma visita ao local, o naturalista galês Edward Lhuyd desenhou o primeiro mapa conhecido de Newgrange.

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