O americano Bill Haast foi um apaixonado por cobras desde a infância. Seu primeiro contato com o réptil foi aos 7 anos de idade, mais exatamente em 1917, quando segurou uma cobra encontrada no jardim de seus pais. Desde então, os mistérios desses bichos o fascinou.

Algum tempo depois, Bill deixou o colégio para se dedicar a apresentações com cobras. Ele ganhava a vida fazendo seus shows nas ruas até que, em 1947, ele conseguiu abrir seu próprio serpentário em Miami, onde continuou se apresentando com os animais, mas acabou se aprofundando nos estudos desses répteis e passou a liderar pesquisas sobre as propriedades e funções dos venenos de inúmeras espécies de cobras.

A partir dessas pesquisas, Bill ajudou mais de 6 mil pessoas a se curarem de picadas com seus extratos do veneno para a fabricação de antídotos. Mesmo sem estudo formal, o americano tinha um domínio impressionante sobre a ciência das cobras e a extração de veneno. Foi ele, inclusive, que percebeu o benefício que essas substâncias poderiam trazer na prevenção de doenças como esclerose múltipla e artrite.

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No final das contas, Bill Haast viveu até os 100 anos de idade e passou mais da metade de sua vida injetando veneno de cobra em si mesmo. Além de atestar as benesses científicas dos extratos, ele queria se prevenir de acidentes mais graves com suas "companheiras de trabalho".

Aliás, em toda sua vida, o americano foi picado 173 vezes, sendo que 20 delas poderiam ter sido letais. O homem que tocou mais de 3 milhões de cobras desde sua infância, viveu perigosamente, mas contribui de forma inestimável com a ciência. Ele morreu em 2011.

 

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Publicado em: 15/12/14 21h43