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O homem que rasgou as notas durante apuração de desfile de Carnaval

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O dia 21 de fevereiro de 2012 não parece ser uma data marcante para muitos. No entanto, foi durante o Carnaval, quando a população brasileira festava nas ruas e nos bares, que algo interessante aconteceu. Isso porque Tiago Faria invadiu o espaço dos jurados que apuravam o desfile das escolas de samba de São Paulo e rasgou as notas.

Carnaval de 2012

O Carnaval de 2012 que ocorreu em São Paulo foi memorável por uma série de questões, como por exemplo, a apuração dos desfiles das escolas de samba, que rendeu confusões impressionantes.

Durante o evento, vários integrantes das escolas de samba ficaram inconformados com os resultados da apuração. Então, danificaram as lixeiras e grades do Anhembi, o que gerou um prejuízo de 10 mil reais na época.

Contudo, o caso mais emblemático do Carnaval de 2012 foi o que Tiago Faria fez. O membro da Império da Casa Verde pulou as grades da área de jurados do desfile, roubou as notas dos dois últimos jurados e as rasgou antes da sua leitura. Por conta disso, a apuração foi interrompida. Os documentos possuíam avaliações do quesito comissão de frente.

Confusão na pista

Dessa forma, era uma terça-feira e, por mais que a confusão dentro da área fosse grande, a confusão do lado de fora do sambódromo foi maior ainda. De acordo com o G1, torcedores que estavam na avenida danificaram placas e até incendiaram um carro alegórico da Pérola Negra.

No fim, integrantes da Vai-Vai, Pérola Negra, Camisa Verde e Branco, Império de Casa Verde, Tom Maior e Gaviões da Fiel foram denunciados pelo Ministério público por dano ao patrimônio e por supressão de documentos.

Em entrevista à Rede Globo no dia seguinte do ocorrido, Tiago Faria explicou que rasgou as notas da apuração como uma forma de protesto por não concordar. No entanto, isso não respondeu uma pergunta importante: como alguém que não era integrante da diretoria da escola de samba conseguiu uma pulseira para participar do evento?

Quando essa pergunta foi feita, Tiago respondeu que havia comprado a pulseira do lado de fora do sambódromo por um valor de 70 reais. Contudo, nem a polícia acreditou em sua versão do fato. Além disso, nem mesmo o presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, Paulo Sérgio Ferreira, acreditou.

“Impossível que algum presidente vendesse uma pulseira em um valor tão simbólico desse”, explicou Sérgio. “Porque ele saberia que o problema maior seria de não ter uma pessoa da diretoria na mesa dele, mas uma pessoa desconhecida.”

Conclusão do evento

Tiago Faria foi preso pelas autoridades locais, mas foi solto após alguns dias. Sendo assim, meses depois da confusão causada no Carnaval, a Justiça decidiu absolver outros 12 acusados.

No dia 28 de junho de 2013, Edson Tetsuzo Namba, juiz responsável pelo caso, declarou que crimes não foram cometidos e que os “ânimos se exaltam” em desfiles de escola de samba naturamente, o que gerou indignações de muitas pessoas.

Tiago Faria fora do Carnaval

Reprodução

O homem que foi preso por rasgar as notas do Carnaval foi preso novamente em 2020, acusado de ser líder de quadrilha e suspeito de participar de ataques a bancos no interior de São Paulo.

“Ele atuava no núcleo principal e participava do planejamento. Sem dúvidas nenhuma é a principal quadrilha em atividade, já há alguns anos. A grande maioria dos membros está identificada, foram detidos, estão sendo presos ou foram presos. E, sem dúvida nenhuma, a prisão desse indivíduo vai fazer um grande estrago na estrutura da organização criminosa”, disse o delegado que participou da investigação.

Fonte: Aventuras na História

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