Ciência e Tecnologia

O polo norte magnético continua se movendo para a Rússia e a ciência não sabe explicar

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Nosso planeta, está inquieto. Isso mesmo, os polos estão se movendo. É claro que o polo norte geográfico está no mesmo lugar que sempre esteve, mas seu equivalente magnético não. Indicado pelo N, em qualquer bússola, o campo magnético do polo norte se move, em velocidades recordes, em direção à Sibéria. E infelizmente, os cientistas não compreendem o motivo em sua totalidade.

Vale ressaltar que, embora o ritmo seja notável, o movimento, em si, não é estranho. O polo norte magnético nunca foi realmente estacionário, devido à flutuações no fluxo de ferro fundido, dentro do núcleo do nosso planeta, que afetam o comportamento do campo magnético da Terra.

“Desde sua primeira descoberta formal, em 1831, o polo norte magnético viajou cerca de 1.450 milhas (2.250 km)”, explica o Centro Nacional de Informações Ambientais (NCEI) da NOAA. “Essa perambulação tem sido bastante lenta. O que permite que os cientistas acompanhem sua posição com bastante facilidade”.

Movimentação

Essa lenta caminhada adquiriu um novo ritmo ultimamente. Nas últimas décadas, o polo norte magnético acelerou a uma velocidade média de 55 quilômetros, ao ano.

Recentes análises sugerem que seu movimento, em direção à Rússia, pode ter diminuído para cerca de 40 quilômetros anualmente. Entretanto, se comparado com medidas de anos anteriores, esse é um fenômeno que os cientistas nunca haviam testemunhado antes.

“O movimento, desde os anos 90, é muito mais rápido do que o de qualquer momento há pelo menos quatro séculos”, diz o especialista geomagnético Ciaran Beggan, do British Geological Survey (BGS) . “Realmente, não sabemos muito sobre o que está impulsionando tais mudanças”.

Até o momento, os pesquisadores não sabem explicar, como as principais flutuações, que afetam a extrema inquietação do Polo Norte, ocorrem. Em contrapartida, podem mapear o campo magnético da Terra e, nesse ínterim, calcular a mudança ocorrida ao longo do tempo. Os cálculos, supostamente, irão ajudar a prever como se moverá no futuro.

O campo magnético

O mapeamento é chamado de World Magnetic Model (WMM). Basicamente, é uma representação de inúmeros elementos, como ferramentas de navegação, serviços e outros. Há também os sistemas usados ​​pela NASA, FAA e militares, entre outras instituições.

Apesar da importância, os poderes de previsão do WMM não são imutáveis. Por isso, as leituras precisam ser atualizadas, a cada cinco anos, para manter o modelo preciso. “Desde que as observações magnéticas via satélite estejam disponíveis, a previsão do WMM é altamente precisa. Entretanto, se deteriora após cinco anos. É exatamente nesse momento quando deve ser atualizado, com os valores revisados ​​dos coeficientes expostos pelo modelo”, explica o NCEI.

A atualização deste ano ocorreu mais cedo. Um ano antes do previsto. Isso devido à velocidade incomum, com a qual o polo norte magnético está se movendo. Ou seja, as previsões do WMM se deterioraram mais rápido que o habitual, neste ciclo de 5 anos, apesar da recente desaceleração.

Atualmente, não há como saber o que nos espera mais adiante. Além disso, não há também como saber se teremos sérias implicações com tais alterações. Ainda assim, mesmo com toda a movimentação não usual, os novos dados gerados pelo WMM não são ruins.

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