Ciência e Tecnologia

O que acontece com o cérebro depois de uso prolongado de maconha?

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Quem é que nunca ouviu falar da maconha, não é mesmo? Conhecida por tantos nomes, dentre eles: erva, cannabis, baseado, marijuana, enfim… Dá pra escolher o de sua preferência. Acontece que este é um assunto que sempre divide opiniões. Por mais que a maconha tenha sido usada durante muito tempo como uma erva medicinal, principalmente com função de analgésico, ela tem seu uso proibido em grande quantidade de países, já que é utilizada como instrumento de fumo por muitas pessoas, o que é considerado algo nocivo para a saúde humana. Por mais que existam diversas leis proibindo o consumo da maconha, nada impede as pessoas de usarem.

É bastante popular principalmente entre os jovens, muitos, que acabam iniciando o consumo bem cedo. Mas será que você sabe quais podem ser as reais consequências para quem usa maconha durante muito tempo? Bom, pesquisadores do Centro de BrainHealth, na Universidade do Texas, Estados Unidos, fizeram alguns estudos que obtiveram resultados nada agradáveis para aqueles que são adeptos ao uso. Os resultados dependiam apenas de dois fatores, sendo eles a idade em que a pessoa iniciou o consumo, e em quanto o consumo se prolongava.

Para o estudo, os pesquisadores contaram com a ajuda 110 pessoas, sendo que 48 delas tinham o hábito de fumar compulsivamente, e 62 não eram usuários. Procuraram manter proximidade entre as idades dos participantes, tudo na intenção de que os resultados fossem o mais próximo possível da realidade.

Os exames foram feitos por meio de ressonância magnética múltipla, e mostraram que o grupo usuário apresentou um menor volume cerebral onde se localiza o córtex pré-frontal, este, que está relacionado aos pensamentos mais complexos, comportamento social, personalidade, entre outros. Sem contar que ainda apresentaram conectividade cerebral inferior às pessoas que não usam.

Buscaram fazer uma análise bastante detalhada acerca dos efeitos negativos da maconha, incluindo aqueles a longo prazo. As pessoas que prolongam o uso por muito tempo, apresentaram algumas anormalidades em suas funções cerebrais, incluindo um tipo de degradação progressiva.

Bom, a cannabis possui cerca de 60 substâncias químicas, que são chamadas de canabinóides e causam diversas reações nos receptores de nosso cérebro, sendo que o mais popular de todos, o THC (tetrahidrocanabinol) é responsável pela intensa euforia causada no usuário, sem contar outros de seus princípios ativos.

Essas substâncias são capazes de manter o cérebro humano “a mil por hora” ampliando sua percepção sobre o que acontece, porém, também faz com que a pessoa se disperse muito rápido e por este motivo, assim como no caso das bebidas, não é recomendado fazer algumas atividades como dirigir, estudar, ou praticar qualquer coisa que precise de atenção, enquanto estiver sob efeitos da erva. Este pode ser um dos motivos que levam aos resultados apontados na pesquisa.

De acordo com Francesca Filbey, que é a líder do estudo, os dados encontrados foram capazes de mostrar que o uso prolongado está sim relacionado com a menor conectividade cerebral dessas pessoas, e essas mudanças estão relacionadas com a idade em que o consumo teve início, porém, não pôde dar uma conclusão exata, visto que não podem afirmar que todas as anormalidades encontradas são consequências do uso da erva.

E então pessoal, o que acharam? Diz pra gente aí nos comentários!

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