O que é o “peixe do juízo final”, encontrado pela 3ª vez no ano morto nos EUA

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesnovembro 28, 2024

Os peixes são animais que acabam atraindo a atenção de muita gente. E como seu habitat são os rios e oceanos, que é um dos ecossistemas menos explorados pelo ser humano, novas descobertas surpreendentes podem ser feitas com certa frequência. Como no caso das visitas inesperadas que a Califórnia tem recebido nos últimos três meses dos peixes-remo, ou regalecos que também é conhecido como peixe do juízo final.

No dia seis de novembro,  Alison Laferriere, do Instituto de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego, encontrou esse peixe de praticamente três metros nas margens de Grandview Beach, uma praia da cidade de Encinitas.

Depois disso, o Serviço Nacional de Pesca da Administração Oceânica e Atmosférica recuperou o animal e o enviou para o Centro de Ciências Pesqueiras do Sudoeste para ser analisado.

Esse avistamento foi a terceira vez do peixe do juízo final em terras californianas em pouco tempo. Para se ter uma noção, a primeira vez que ele foi visto foi em agosto em La Jolla Cove, já a segunda aconteceu em setembro na Huntington Beach.

Peixe do juízo final

UOL

O Regalecus glesne é conhecido como serpente marinha e é pouco estudado pelos cientistas porque eles vivem em um ecossistema que é difícil ser explorado: a zona mesopelágica. O motivo da exploração dela ser tão difícil é que ela está a aproximadamente mil metros abaixo da superfície do oceano.

Embora esse animal possa chegar até a superfície com vida, ele acaba morrendo quando chega à praia por causa da despressurização.

Esse peixe pode chegar a ter até 11 metros de comprimento e pesar 200 quilos. Além disso ele tem uma característica muito curiosa: ele flutua na vertical. Mas como ele é prateado, nadar “em pé” é como se fosse uma técnica de disfarce usando os reflexos da luz para passar desapercebido.

Contudo, o que mais chama atenção dele é ele ser conhecido como peixe do juízo final. Isso aconteceu porque, em 2011, quando um grande terremoto seguido por um tsunami atingiu a região japonesa de Tohoku deixando mais de 15 mil mortos, um ano antes vários indivíduos da espécie foram encontrados nas praias do Japão.

Conforme a crença, logo antes de eventos catastróficos, os movimentos das placas tectônicas acabavam matando esses peixes e por conta disso eles chegavam à superfície.

No entanto, em 2019 esse mito foi desmentido. Conforme mostrou um estudo, não existe nenhuma relação entre as aparições do animal e os eventos naturais.

Com relação aos peixes que apareceram na Califórnia, eles irão ser treinados.  “Este peixe-remo apresenta uma rara oportunidade de obter amostras frescas para análise genômica, permitindo-nos estudar as adaptações evolutivas que levam essa espécie a prosperar em ambientes de águas profundas”, disse Dahiana Arcila, bióloga marinha do Instituto de Oceanografia.

Fonte: Superinteressante

Imagens: UOL

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