Peixe mais antigo que dinossauros continua vivo – e está praticamente intacto

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadessetembro 26, 2024

Os peixes são animais que acabam atraindo a atenção de muita gente. E como seu habitat são os rios e oceanos, que é um dos ecossistemas menos explorados pelo ser humano, novas descobertas surpreendentes podem ser feitas com certa frequência. Como no caso desse peixe mais antigo que dinossauros que ainda continua vivo. O peixe é o chamado celacanto, que é tido como um fóssil vivo.

Os primeiros fósseis desse animal são datados de 419 milhões de anos atrás, bem antes dos dinossauros pisarem na terra. E mesmo depois de terem acontecido várias extinções em massa no nosso planeta no decorrer da história, esse peixe ainda contina vivo e com poucas mudanças com relação aos seus antepassados.

Peixe mais antigo que dinossauros

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Ao todo são mais de 175 espécies de celacantos fossilizadas conhecidas pelos pesquisadores. Esses animais sobreviveram por vários períodos da história do nosso planeta, por isso tem variações no formato do seu corpo durante os anos.

Contudo, no fim do cretáceo, que aconteceu aproximadamente 66 milhões de anos atrás, o celacanto desapareceu dos registros. Esse foi o mesmo momento da extinção em massa K-Pg, responsável por eliminar aproximadamente 75% das espécies da Terra, como os dinossauros. E o que era acreditado era que o peixe também tinha sido extinto também.

No entanto, em 1938, esse entendimento mudou no momento em que a pesquisadora Marjorie Courtenay-Latimer encontrou um espécime vivo na África do Sul. Como quem encontrou foi ela, o nome técnico do animal foi dado em homenagem a ela: Latimeria chalumnae. Além dele uma outra espécie foi descoberta nas águas da Indonésia a Latimeria menadoensis.

Nem tão fóssil vivo assim

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Por mais que esse peixe mais antigo que dinossauros ainda continua vivo ele não é literalmente um fóssil vivo. E pesquisadores da Universidade de Quebec publicaram um estudo para desafiar esse conceito.

Eles fizeram isso porque mesmo que as primeiras espécies desse grupo sejam pouco conhecidas, existe um lugar chamado Formação Gogo que pode dar pistas a respeito do passado. Essa formação no oeste australiano foi um recife tropical com mais de 50 espécies de peixe há 380 milhões de anos.

Então, com a anatomia dos animais que viveram nele ajudou em uma melhor compreensão dos celacantos. Tanto que os pesquisadores criaram imagens 3D da espécie extinta encontra na Formação de Gogo para estudar seu passado.

Como conclusão, eles viram que os celacantos tiveram sua evolução desacelerada desde a época dos dinossauros. Por conta disso eles ficaram quase que intactos desde então e os peixes vistos atualmente são bem parecidos com os da pré-história.

Entretanto existe um porém, mesmo com essa desaceleração os celacantos tiveram algumas mudanças interessantes. Isso é o que mostra que eles não são fósseis vivos, mas sim uma espécie em evolução.

Fonte: Olhar digital

Imagens: Olhar digital

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