OMS alerta sobre nova variante de mpox e pede urgência

Nossa história é marcada por diversas epidemias e pragas, que atacaram e mataram milhares de pessoas ao longo dos séculos. Nós vivemos a pandemia do coronavírus e pudemos observar todas as mudanças que ela causou no mundo e como foi todo o processo de superação dela. Por isso não queremos que outra doença volte a se espalhar e matar como a covid-19. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta de urgência para uma variante da mpox.

O alerta foi emitido na terça-feira e revelou que essa variante de mpox se espalhou na República Democrática do Congo e, somente nesse ano, foram vistos  8.600 casos e 410 mortes por conta da doença. “Há uma necessidade crítica de abordar o recente aumento de casos de mpox na África”, afirmou Rosamund Lewis, líder técnica da OMS para mpox.

Alerta

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Segundo um relato feito por John Claude Udahemuka, da Universidade da Ruanda, essa nova variante é uma versão mutante do Clado I. Ela é extremamente perigosa, tendo sua taxa de letalidade aproximadamente 5% nos adultos e 10% nas crianças.

Até o momento, 24 das 26 províncias do Congo foram afetadas por essa variante de mpox. E isso tem sido considerado o pior surto da doença no país até agora.

Um fato importante a ser ressaltado é que as vacinas e os tratamentos usados para combater o surto mundial de mpox não estão disponíveis no Congo. Por conta disso, a OMS e os cientistas imploram que esforços sejam feitos para que isso seja resolvido.

“Em Dezembro de 2022, a República Democrática do Congo declarou um surto nacional de mpox e um sistema de gestão de incidentes está em vigor desde Fevereiro de 2023, com base no número crescente de casos notificados”, disse uma publicação da OMS.

Essa nova variante de mpox está se propagando principalmente via contato sexual. Contudo, outras maneiras de transmissão da doença também devem ser estudadas. Além disso, um ponto bem analisado pela ciência é o fato de a mpox parecer estar causando abortos espontâneos, erupções cutâneas de longo prazo e mais sintomas persistentes.

Variantes da mpox

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Os nomes das variantes da mpox foram estabelecidos pela OMS de uma determinada maneira. O grupo do oeste africano foi chamado de Clado I. Já o da região central do continente passou a ser conhecido como Clado II. No entanto, subgrupos deles já existem. Eles receberam seus nomes com uma letra minúscula depois do algarismo romano, como: Clado IIa e Clado IIb.

“Embora as cepas de mpox que circulam na República Democrática do Congo pertençam ao Clado I, e nenhum caso de mpox do Clado IIb tenha sido detectado até o momento, um aumento de casos notificados, bem como uma expansão geográfica de sua distribuição, foi observado no país desde 2022”, alertou a organização.

Ainda conforme o alerta feito pela OMS, em 2024, a faixa etária de pessoas mais afetadas pela mpox ainda continua a ser a das crianças. Para se ter uma noção, 39% dos casos notificados foram em crianças com menos de cinco anos. E do número total de mortes pela doença, 62% atingiu esse público.

Fonte: Canaltech

Imagens: Canaltech

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