
As plantas são a espinha dorsal de toda a vida na Terra, sendo essencial para o bem-estar do ser humano. Elas fornecem alimentos para quase todos os organismos terrestres, mantêm a atmosfera, produzem oxigênio e absorvem dióxido de carbono durante a fotossíntese. Além disso, elas também são seres vivos. E como a maior parte dos seres vivos, elas podem querer companhia. Mas isso não é a realidade para todas, como no caso dessa que é considerada a planta mais solitária do mundo.
Essa planta está quase sendo extinta e ganhou o título de planta mais solitária do mundo porque só restam machos da sua espécie. Por conta disso, cientistas da Universidade de Southampton, na Inglaterra, estão tentando achar possíveis parceiras para a planta com ajuda de inteligência artificial.
Para isso, eles estão explorando milhares de hectares de florestas na África do Sul, que é o único lugar onde se encontra a Encephalartos woodii (E. woodii), nomeada de planta mais solitária do mundo.

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Atualmente, ela é tida como uma das espécies mais ameaçadas do mundo. Contudo, essa planta já existia desde antes da era dos dinossauros. Conforme explicaram os cientistas, reverter a situação em que ela se encontra é quase impossível porque essa planta não consegue se reproduzir sozinha.

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Como as plantas são seres vivos, algumas dúvidas sobre elas podem surgir. Como por exemplo, se elas têm a capacidade de se comunicarem. Como elas fazem isso? De acordo com uma pesquisa da Universidade de Tel Aviv, os pés de tabaco e de tomate conseguem emitir frequências supersônicas para dizer que estão estressados.
Os sons de estresse dessas plantas costumam ser emitidos quando elas estão com falta de água ou então estão com excesso de luz. Os humanos não conseguem escutar esses gritos das plantas, já que a frequência desses sons ultrapassa a capacidade sonora que nós podemos escutar. Mas alguns animais e outras plantas conseguem ouvi-las.
“Nossos resultados sugerem que animais e possivelmente até outras plantas poderiam usar estes sons para obter informações sobre a condição de uma planta. Muitas traças são capazes de ouvir e reagir a sinais ultrassônicos nas frequências e intensidades que registramos, e algumas delas usam tomateiros e pés de tabaco com hospedeiros para suas larvas. Elas podem se beneficiar disso ao evitar colocar ovos em uma planta que emite estes sons”, escreveram os pesquisadores.
Para saber mais sobre esse grito de socorro das plantas, os pesquisadores fizeram seu estudo dentro de estufas. Nelas, as plantas foram divididas em dois grupos. Um receberia tratamentos adequados e condições ideais de temperatura e luz. Já o outro grupo receberia altos níveis de estresse tendo menos água e luz.
Para conseguir ouvir o grito das plantas, os pesquisadores usaram microfones com captação de frequências entre 20 khZ e 150 khZ. Conforme o estudo foi se desenrolando, os resultados curiosos começaram a aparecer.
Como resultado, os pesquisadores viram que as plantas do primeiro grupo emitiam ondas de alta frequência uma vez por hora. Já as do segundo grupo, vivendo em uma situação de estresse, gritavam constantemente. O chamado de socorro dessas plantas era feito por tempo indeterminado, mas não podia ser ouvido por humanos.
O que os pesquisadores acreditam é que as plantas, provavelmente, emitem esses sons através de um processo chamado cativação. O processo acontece principalmente nos períodos de seca ou quando as plantas sofrem algum ferimento, visto que, quando isso acontece, elas geralmente desenvolvem bolhas que explodem no xilema, que é o tecido vegetal responsável por transportar água e outros minerais.
Por conta dessa explosão, uma vibração nos vegetais é causada. Então, é ela que acaba sendo interpretada por nós como um “grito”.






