Santuário com raras paredes pintadas de azul é escavado em Pompeia

Um dos desastres naturais mais conhecidos da história é a erupção do vulcão Vesúvio. Ele aconteceu no dia 24 de agosto de 79 depois de Cristo, fazendo com que a lava vulcânica, a poeira e uma fumaça tóxica cobrissem toda a cidade de Pompeia. Depois desse evento, a cidade se tornou um dos maiores sítios arqueológicos a céu aberto do mundo. Tanto que novas descobertas sempre são feitas, como esse santuário em Pompeia.

A nova descoberta foi anunciada na última sexta-feira pelos pesquisadores do Parque Arqueológico de Pompeia. A sala encontrada no centro da cidade nada mais é do que um santuário religioso para rituais e armazenamento de objetos sagrados. As paredes desse santuário em Pompeia são pintadas de um tom de azul e com figuras femininas nas laterais dos nichos centrais.

Nesse santuário também foram encontrados móveis domésticos, 15 vasos conhecidos como ânforas, dois jarros de bronze e duas lâmpadas de bronze. Além disso, esse local de aproximadamente oito metros quadrados tem materiais de construção que, provavelmente foram usados em reformas,  e uma pilha de conchas de ostras vazias, que podem estar lá para serem trituradas e colocadas na argamassa e no gesso.

Santuário em Pompeia

Galileu

Os pesquisadores ficaram intrigados com a cor vista nessa santuário em Pompeia porque ela raramente é usada nos afrescos que são descobertos na cidade. A cor era mais usada em salas de decoração elaborada.

A pintura feita pelos romanos foi feita com a técnica de aplicar tinta no gesso ainda úmido para garantir a durabilidade. Nas paredes ainda foram vistas as representações femininas que simbolizam as quatro estações do ano, e outros desenhos que fazem alusão à agricultura e criação de ovinos.

Conforme explicaram os arqueólogos, a sala faz parte de uma estrutura que inclui uma casa de banho, que ainda está em escavação, e uma grande sala de recepção com paredes pretas e vista para um pátio com uma escada que leva ao primeiro andar do complexo.

As escavações novas que estão sendo feitas têm o objetivo de melhorar a infraestrutura do sítio arqueológico, que tem mais de 13 mil cômodos em 1.070 unidades residenciais.

Escavações

Como visto por essa descoberta do santuário em Pompeia, a cidade é um sítio arqueológico imenso. Tanto que desde a sua descoberta os pesquisadores tentam mensurar o patrimônio arqueológico desse local.

Até hoje as ruínas de Pompeia não foram totalmente exploradas. Por conta disso, a empresa Boston Dynamics desenvolveu um robô no formato de um cachorro chamado Spot. O robô foi desenvolvido nos Estados Unidos, mas será usado em Pompeia. O objetivo é investigar as ruínas da cidade destruída pelo vulcão Vesúvio.

O robô foi feito para conseguir identificar danos estruturais e possíveis riscos que podem colocar os visitantes da cidade em perigo. Além disso, Spot também investigará túneis subterrâneos cavados por caçadores de relíquias.

De acordo com o Parque Arqueológico de Pompeia, Spot consegue atravessar os terrenos acidentados e inspecionar os lugares mais apertados. Além disso, sua visão 360° faz com que ele consiga evitar obstáculos em seu caminho, conseguindo chegar a uma velocidade de até 26 metros por minuto.

Com todos esses recursos, Spot coletará dados para o estudo e planejamento de intervenções em Pompeia. Isso porque a Unesco ameaçou colocar a cidade na lista de patrimônios da humanidade ameaçados a não ser que as autoridades italianas tomassem providências e fizessem alguma coisa para garantir a preservação da cidade, que é também um sítio arqueológico.

Por conta disso, as autoridades colocaram não apenas o cão robô, mas também um drone para escanear e fazer um modelo 3D de todos os 66 hectares do sítio arqueológico.

A preservação da cidade tem que ser feita porque ela é bem visada pelos chamados tombarolis, os famosos ladrões de tumbas. Esses ladrões conseguem fazer fortunas arrombando e roubando as relíquias históricas de Pompeia. E a forma mais fácil que eles têm para chegar a esses tesouros é através dos túneis.

“Geralmente, as condições de segurança dos túneis cavados por ladrões de tumbas são extremamente precários. O uso do robô pode significar um avanço que nos permitiria prosseguir com mais rapidez e total segurança”, disse Gabriel Zuchtriegel, diretor do parque arqueológico de Pompeia, em nota.

Fonte: Galileu,  Superinteressante

Imagens: Galileu, YouTube

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