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Por que os jovens não desenvolvem verdadeiro espírito crítico?

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A missão de Sócrates sempre foi provocar. Por meio de perguntas e explicações, as quais a maioria despertava um certo incômodo, faziam todos ao ser redor despertar o espírito crítico. Atualmente, poucos são capazes de pensar com critério, ou seja, são poucos aqueles que tentam descobrir as verdades e, consequentemente, desmantelar as falsidades. Os muitos, aqui, vivem em uma inércia, que jamais deve ser abalada.

Quando despertamos em nós o espírito crítico, nos libertamos de uma ignorância disfarçada de ego e pretensão. Certamente, não há maneiras de conversar com pessoas que alimentam tal estado de espírito, afinal, ao vestir a armadura da ignorância, esses seres tentam, dissimuladamente, nos ensinar tudo o que foi e vem sendo reproduzido, mantendo, assim, a falsa visão de que tudo em nosso universo não deve ser questionado.

Como seres humanos, o que deveria marcar nossa trajetória, hoje, é essa voz de aprendizagem que aposta, calmamente, no desenvolvimento de nosso espírito crítico. Mas, infelizmente, o cenário não é esse.

Espírito rígido, inabalável

Para que as novas gerações sejam capazes de mudar o mundo, precisamos, urgentemente, de implantar os pensamentos de Sócrates em inúmeros ambientes. É preciso ter um espírito crítico nos escritórios, nos hospitais, nas escolas, nos partidos políticos, no seio familiar, na roda de amigos, na arte e em qualquer outra quina.

O que temos, hoje, é uma realidade dura, que impõe, arduamente, um discurso fechado e que não só abala a formação de um espírito crítico como cria, cada vez, versões mau sucedidas de indivíduos.

De acordo com um artigo de opinião, publicado pela BBC Brasil, os jovens, mesmo depois de vencerem as distintas e difíceis etapas educacionais, incluindo a universidade, se apresentam na sociedade e no mercado com um falso espírito crítico, bem distante daquele que foi – e ainda segue – imposto por Sócrates.

Portanto, diante de tal realidade, é preciso, sim, e urgentemente, rever a educação e as políticas que a acompanham. Mas, afinal, o que nos limita a seguir tal caminho?

Limitações

O conjunto de opiniões que alguém defende, geralmente, é uma das armas mais eficazes para desenvolver o espírito crítico. O seguinte pensamento mostra, seja de forma direta ou indireta, que o aluno, em um determinado momento, deve ser o principal protagonista do sistema educacional.

Basicamente, essa era a luta de Sócrates, mas hoje, o aluno, infelizmente, não se encontra em condições de assumir tal papel. É verdade que o sistema educacional consiste em conduzir o aluno à conquista da autonomia intelectual e moral, mas o sistema se une a uma fórmula que “já vem da fábrica” ​​e esquece que cada indivíduo é único e, por isso, precisa de diferentes meios para alimentar o crescimento da autonomia intelectual de cada indivíduo.

Com a fórmula em questão, o indivíduo acredita que sua opinião é tão válida quanto a de qualquer pessoa e, automaticamente, alimenta o ego, carregando em si a falsa qualidade de que sabe mais.

Não há espírito crítico quando o hábito de opinar vem antes da aprendizagem. Não sabemos de tudo, portanto, não podemos opinar sobre tudo. Para os jovens deixarem de serem máquinas que reproduzem opiniões prontas, é preciso percorrer um longo e duro trecho de verdades.

Vale lembrar também que a formação do espírito crítico envolve ter o domínio e o conhecimento do que está acontecendo hoje, do que está sendo pautado agora. Mas o sistema educacional insiste em investir em respostas prontas, que podem sim, em determinados momentos, serem úteis, rentáveis e, até mesmo, eficazes.

Para melhorar o cenário, é preciso deixar de lado certos paradigmas. Seria mais viável colocar os jovens diante das grandes questões que afetam a todos e que nunca saem de moda, pois os jovens finalizam todas as etapas da jornada educacional sem saber nada sobre si mesmos e o mundo em que habitam, questões estas que são feitas somente nos clássicos do pensamento.

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