Natureza

Por que os oceanos Pacíficos e Atlântico não se misturam?

Oceano Pacífico e Oceano Atlântico
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O mapa mundi é uma imagem que você já viu milhões de vezes. Talvez até decorou ele na sua cabeça. Assim, o que você vê são continentes e um corpo de água. Essa água é o mar e, olhando pelo mapa, parece que é simplesmente um grande corpo de água mesmo.

Então, as pessoas deram nomes para cada região, facilitando o transporte e os estudos. Dessa forma, você ficaria chocado ao descobrir que os oceanos não são iguais. Eles certamente não são irmãos e muito menos primos, nem mesmo parentes!

A barreira entre o Oceano Pácifico e o Oceano Atlântico

Oceano Pacífico e Oceano Atlântico

Reprodução

O limite entre o Oceano Pacífico e o Oceano Atlântico é muito perceptível, ao ponto de parecer que existe uma parede invisível entre eles. São realmente dois mundos diferentes, o que não parece fazer sentido.

Afinal, nós conhecemos a água. Se você colocar uma colher de água em um copo já cheio, a água se torna uma só. Não há divisão. Por isso, essa lógica é aplicada aos oceanos, mas ela não está certa.

Então porque isso acontece? Sabemos que não existe uma parede invisível e também que a água é fluida. O que poderia impedir que as águas se misturassem? Basicamente, é possível ter diferentes tipos de água. Os oceanos Atlântico e Pacífico têm diferentes densidades, composição química, nível de salinidade e outras características.

Haloclinas

Se você visitasse a divisão entre os oceanos, poderia enxergar um limite muito visível por conta das diferentes características físicas e químicas. Esses limites são conhecidos como clines oceânicos.

Haloclinas, ou as bordas entre corpos de água com diferentes níveis de salinidade, são realmente incríveis. Dessa forma, é justamente isso que vemos quando olhamos para o encontro dos Oceanos Pacífico e Índico.

O explorador famoso chamado Jacques Cousteau percebeu isso quando estava mergulhando no Estreito de Gibraltar. Assim, ele relatou que os níveis de água com diferentes salinidades pareciam ser divididos claramente. Cada lado tinha sua própria flora e fauna também. 

Mas, não basta ser apenas diferente. Haloclinas apareceram quando a diferença entre uma salinidade e outra supera cinco vezes. Ou seja, um corpo de água precisa ser cinco vezes mais salgado do que o outro para que você perceba o fenômeno.

Você pode até criar uma haloclina em casa! Basta encher um copo com água do mar ou água com sal colorida até metade. Depois, termine de encher o copo com água potável. Nesse caso, a única diferença é que a haloclina vai ser horizontal. No oceano, a haloclina é vertical.

Densidade e inércia

Dessa forma, se você se lembra das aulas de física do Ensino Médio, vai se lembrar que um líquido mais denso fica no fundo de um recipiente enquanto o líquido menos denso vai para o topo. Se fosse simples assim, a borda entre os oceanos não seria vertical e sim horizontal. A salinidade entre eles também seria bem menos perceptível quanto mais os oceanos chegassem perto um do outro. Então por que isso não acontece?

Primeiro que a diferença entre densidade dos dois oceanos não é tão discrepante ao ponto de um subir e o outro descer. Mas, é o suficiente para que não se misturem. Outro motivo é a inércia. Uma das forças da inércia é chamada de efeito Coriolis, que é quando um sistema gira sobre um eixo.

Assim, tudo que está nesse sistema também sofre o efeito Coriolis. Um exemplo disso é que o planeta gira em torno de seu eixo e tudo que está na Terra sente essa força, se tornando incapaz de movimentar em linha reta durante a órbita.

É por isso que a direção da correnteza dos oceanos Pacífico e Atlântico não se misturam! Então, temos respostas tanto físicas quanto químicas para essa pergunta na próxima vez que alguém levantá-la.

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