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Primeiro furacão espacial foi observado e é impressionante e incrível

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O universo sempre foi um tema de grande interesse para nós. A totalidade do espaço ainda não foi entendida, mas existem coisas que os cientistas já conseguiram descobrir, entender em algum nível, e descrever. Além dos planetas que conhecemos e dos astros, que vemos constantemente nos céus, nosso sistema solar está repleto de outros corpos.

Mesmo já conhecendo muitas coisas a respeito do espaço, ele ainda pode surpreender. Tanto que, os astrônomos observaram pela primeira vez um furacão de plasma bem poderoso. Ele tinha mil quilômetros de largura e estava na atmosfera superior da Terra. Esse é um fenômeno que os astrônomos chamam de “furacão espacial”.

Segundo o estudo publicado no dia 22 de fevereiro desse ano, esse furacão durou quase oito horas no dia oito de agosto de 2014. Ele girou centenas de quilômetros acima do polo norte magnético do nosso planeta.

Furacão espacial

O furacão espacial é composto de um emaranhado de linhas de campo magnético e vento solar rápido e é invisível a olho nu. Contudo, quatro satélites meteorológicos que passaram sobre o polo norte conseguiram detectar uma formação que não era muito diferente de um furacão típico da Terra.

Esse furacão foi moldado como um funil com um “olho” silencioso em seu centro. Além de ser cercado de vários braços espirais de plasma no sentido anti-horário. ao invés de chover água, o furacão espacial choveu elétrons que foram diretamente para a atmosfera superior da Terra.

“Até agora, era incerto se os furacões de plasma espacial sequer existiam, então provar isso com uma observação tão impressionante é incrível. Tempestades tropicais estão associadas a enormes quantidades de energia, e esses furacões espaciais devem ser criados pela transferência extraordinariamente grande e rápida de energia eólica solar e partículas carregadas para a atmosfera superior da Terra”, explicou Mike Lockwood, coautor do estudo e cientista espacial da Universidade de Reading, no Reino Unido.

Observações

Os pesquisadores usaram um modelo 3D do furacão e criaram a hipótese de que a formação se resultou de uma interação complexa entre o vento solar de entrada, que são vendavais de lata velocidade  de plasma periodicamente liberados pelo sol, e o campo magnético em cima do polo norte do nosso planeta.

Por mais que esse seja o primeiro furacão espacial observado, os pesquisadores acreditam que esses sistemas climáticos podem ser eventos comuns em qualquer planeta que tenha um escudo magnético e plasma na sua atmosfera.

“Plasma e campos magnéticos na atmosfera dos planetas existem em todo o universo, então as descobertas sugerem que furacões espaciais devem ser um fenômeno generalizado”, disse Lockwood.

Agora uma pergunta que pode ficar no ar é se devemos temer esses furacões espaciais. A resposta é que provavelmente não. Esse fenômeno que acontece na atmosfera superior é uma ameaça muito pequena para o nosso planeta, de acordo com as observações dos pesquisadores.

Contudo, esse furacão pode impactar os efeitos climáticos espaciais que já existem e são conhecidos, como por exemplo, aumentar o arrasto em satélites, ou então interromper os sistemas de GPS e comunicação de rádio.

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