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Príncipe Philip da Grã-Bretanha morre aos 99 anos

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O mundo, mais uma vez, se despede de um membro da realeza. O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II e duque de Edimburgo, morreu nesta sexta-feira, 09/04. A nota de falecimento foi divulgada pelo Palácio de Buckingham. Philip, que tinha 99 anos, foi, conforme informou o portal de notícias NPR, o primeiro consorte real desde os tempos da Rainha Vitória, que reinou em 1800. O título o torna o consorte mais antigo da história britânica.

“É com profunda tristeza que Sua Majestade, a Rainha, anuncia a morte de seu amado marido, Sua Alteza Real, o Príncipe Philip, Duque de Edimburgo”, escreveu o site oficial da Família Real. “Sua Alteza Real faleceu nesta manhã, 09/04, no Castelo de Windsor. Novas informações serão disponibilizadas mais adiante. A Família Real se une às pessoas ao redor do mundo, em um estado de luto por sua perda”.

Príncipe

Philip começou a cortejar Elizabeth após a Segunda Guerra Mundial – à data, ela ainda era princesa. Na época, o príncipe, da Grécia e da Dinamarca, era apenas um oficial, o qual servia as frotas do Mediterrâneo e do Pacífico da Marinha Real.

“Ter sido poupado na guerra e visto a vitória, ter tido a chance de descansar e me reajustar, ter me apaixonado completamente e sem reservas, faz com que todos os problemas pessoais, e até mesmo os problemas do mundo, pareçam pequenos e mesquinhos”, registrou Philip em uma das castas que escreveu à Elizabeth em 1946.

Ambos se casaram em 1947. Após o matrimônio, Philip, além de ter se abdicado dos títulos reais, abandonou a carreira naval e concordou que seus filhos carregassem o sobrenome Windsor, de sua esposa.

“Embora tenha feito sacrifícios significativos, Philip acabou conquistando a cidadania britânica”, diz Karina Urbach, do Instituto de Pesquisa Histórica da Universidade de Londres. “De todas as formas, ele deve ter se arrependido, e muito”, pontua Urbach.

“Essa é uma vida muito privilegiada, claro, mas também deve ter sido muito muito dura, afinal, um homem como ele, que carrega um porte de macho alfa, que quer liderar, que quer ser reconhecido em sua própria profissão, teve que deixar muita coisa de lado”.

Embora tenha deixado inúmeros sonhos e vontades de lado para viver ao lado de Elizabeth, Philip sempre se descreveu como “o homem mais sereno do mundo”.

Caminhos

De acordo com as informações disponibilizadas pela reportagem do portal de notícias NRP, Philip nasceu em Corfu, na Grécia, “em um meio disfuncional da família real grega”. Durante sua infância, seu pai foi consagrado como um eximo jogador.

Ao contrário do pai, um homem robusto e saudável, sua mãe vivia debilitada, principalmente porque havia sido acometida pela esquizofrenia. Assim que a mãe foi enviada para um hospital psiquiátrico, Philip passou a viver com alguns de seus parentes reais, os quais sempre findaram raízes na Europa.

Por não se estabelecer oficialmente em nenhuma residência, Philip foi considerado, tanto pela imprensa, como pela comunidade, como um rebelde. Após se casar com Elizabeth, Philip passou a ser visto como uma figura excêntrica. Como sempre foi visto ao lado de sua esposa em caminhadas reais, vez ou outra, emitia gafes intermitentes.

“Philip, por exemplo, já disse que Pequim era uma cidade horrível e, certa vez, perguntou a uma cadete da marinha se ela trabalhava em um clube de strip. Em um outro momento, chegou a parabenizar um mochileiro britânico que conseguiu retornar vivo de Papua Nova Guiné”, revelou o portal de notícias NPR.

Para Matthew Glencross, historiador do King’s College London, tal comportamento era intencional. “O homem não era idiota”, diz. “O homem sabia o que dizia e, por isso, acho que ele fazia tudo isso quase que deliberadamente. E acredito que ele gostava, porque era ele que transmitia leveza nas viagens reais”.

Relação

Ao que tudo indica, o comportamento de Philip nunca incomodou a rainha Elizabeth. “Ela nunca deixou transparecer. Philip era seu companheiro e confidente mais próximo e um dos últimos elos de sua vida antes do trono“, pontuou a reportagem do portal NPR. “Ele é alguém que não gosta de elogios. Mas ele tem sido minha força e permaneceu ao meu lado todos esses anos”, disse Elizabeth, 50 anos após o casamento.

O casal, como todos sabem, teve quatro filhos: Príncipe Charles, Princesa Anne, Príncipe Andrew e Príncipe Edward.

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