O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende proibir o uso da expressão “inteligência artificial” em documentos e outros contextos. Em publicação na rede Truth Social, feita em 27 de outubro de 2026, ele defendeu a adoção do termo “superinteligência”, que considera mais adequado para descrever a tecnologia.
Trump afirmou que pretende substituir o termo inteligência artificial por superinteligência em documentos e outros contextos. Foto: Reprodução.
Trump criticou a expressão atual e questionou por que o jornal The Wall Street Journal ainda utiliza esse nome. Segundo o presidente, a palavra não representa com precisão o avanço dos sistemas tecnológicos. No entanto, ele não apresentou detalhes sobre como pretende implementar a mudança nem quais documentos seriam afetados.
Na publicação, Trump questionou quando o The Wall Street Journal passaria a usar “superinteligência” no lugar de “inteligência artificial”. Além disso, afirmou que o novo termo já seria utilizado, ou passaria a ser adotado em breve, por outras pessoas.
O presidente também declarou que pretende proibir oficialmente a expressão atual em documentos relevantes e em outros contextos. Para justificar a proposta, argumentou que o nome “inteligência artificial” seria impreciso.
Apesar da declaração, Trump não explicou quais órgãos, empresas ou instituições teriam de seguir uma eventual determinação. Da mesma forma, não detalhou se a medida alcançaria apenas documentos do governo federal ou se teria um alcance mais amplo.
A expressão “superinteligência” costuma descrever uma inteligência que supera as capacidades humanas em diversas áreas. No campo da tecnologia, o conceito aparece em discussões sobre sistemas avançados que poderiam realizar tarefas intelectuais com desempenho superior ao das pessoas.
Por outro lado, inteligência artificial é o termo amplamente utilizado para descrever sistemas capazes de executar atividades como interpretar informações, reconhecer padrões, produzir textos e analisar dados. Essas ferramentas apresentam diferentes níveis de capacidade e não necessariamente superam os seres humanos em todas as tarefas.
Portanto, os dois termos não são necessariamente equivalentes. Enquanto inteligência artificial identifica uma área ampla da tecnologia, superinteligência se refere a um conceito mais específico de capacidades cognitivas muito avançadas.
Embora tenha anunciado a intenção de proibir o termo, Trump não apresentou um plano detalhado para colocar a medida em prática. Até a publicação da reportagem da Reuters, também não havia informações sobre um documento oficial que estabelecesse regras ou prazos para a mudança.
Além disso, a declaração não esclareceu quais seriam as consequências para instituições que continuassem utilizando a expressão. Por isso, ainda não é possível determinar o alcance prático da proposta.
A iniciativa também levanta questões sobre a terminologia utilizada por órgãos públicos, empresas e pesquisadores. Afinal, “inteligência artificial” é uma expressão consolidada na ciência, na indústria tecnológica e na comunicação internacional.
A fala de Trump acontece em um período de intensas discussões sobre o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial. Governos e empresas disputam investimentos e avanços em sistemas cada vez mais capazes, enquanto especialistas debatem os impactos econômicos, sociais e de segurança dessas ferramentas.
Nesse cenário, o presidente norte-americano tem defendido uma posição favorável ao avanço tecnológico dos Estados Unidos. Entretanto, a declaração sobre a mudança de nome, por si só, não esclarece como o governo pretende conduzir essa discussão.
Assim, a proposta de substituir “inteligência artificial” por “superinteligência” permanece sem detalhes sobre sua aplicação. Até que haja medidas oficiais, a declaração de Trump representa uma intenção anunciada publicamente, e não uma proibição cuja implementação já esteja definida.
Fonte: UOL






