Reféns israelenses são libertados após mais de 700 dias de cativeiro

Avatar for Henrique SantosHenrique SantosNotíciasoutubro 13, 2025

Em uma madrugada que muitos achavam impossível, o inesperado aconteceu: 20 reféns israelenses vivos foram libertados pelo Hamas após mais de 700 dias de cativeiro. Depois de tanto tempo, o abraço tão desejado virou realidade.

O resgate e o momento histórico

Na manhã desta segunda-feira, 13 de outubro de 2025, o Hamas entregou à Cruz Vermelha os últimos 20 reféns israelenses que ainda estavam vivos na Faixa de Gaza.

A liberação faz parte de um acordo de cessar-fogo negociado, com Israel concordando em libertar cerca de 1.900 prisioneiros palestinos, entre eles 250 condenados à prisão perpétua.

O presidente dos EUA, Donald Trump, esteve envolvido nas negociações e discursou no Parlamento israelense, chamando o momento de “novo amanhecer” para a região.

Quem estavam entre os reféns libertados?

Os 20 reféns libertados incluíam homens de diferentes faixas etárias, soldados capturados, moradores de kibutz atacados em 7 de outubro de 2023 e participantes do festival Nova, entre outros.

O Hamas divulgou também a lista com nomes dos reféns que seriam soltos, como Omri Miran, Bar Abraham Kupershtein e Evyatar David.

Entre libertações e perdas

Embora 20 sobreviventes tenham voltado para casa, Israel afirma que outros 28 reféns mantidos pelo Hamas estão mortos. Destes 28 mortos, apenas 4 corpos serão devolvidos pelas autoridades palestinas.

Como parte do acordo, Israel iniciou a soltura dos prisioneiros palestinos. A cifra aproxima-se de 1.900 pessoas, um movimento altamente simbólico.

Capítulos marcantes do conflito

  • 7 de outubro de 2023: Início da guerra entre Israel e Hamas. Cerca de 1.200 a 1.300 pessoas morreram durante os ataques iniciais; 250 foram levadas reféns.
  • Acordos parciais: Ao longo dos dois anos, negociações e trocas parciais já haviam libertado alguns reféns, mas muitos permaneceram em cativeiro.
  • Negociação final: Sob mediação internacional, liderada pelos EUA e outros países, foi selado este acordo que uniu libertações de prisioneiros palestinos e reféns israelenses.

Reações, esperanças e incertezas

Em Tel Aviv, milhares se reuniram na chamada “Praça dos Reféns” para acompanhar em telões os anúncios e celebrar o retorno dos seus.  O presidente Isaac Herzog reforçou que Israel aguarda todos os reféns, vivos ou não e classificou o momento como um passo simbólico da reconciliação.  No lado palestino, multidões celebraram a soltura de prisioneiros, muitos dos quais viveram anos de detenções sob acusações controversas.

Mas atenção: a paz ainda é frágil. Israel insiste no desarmamento do Hamas e retirada das tropas de Gaza; líderes palestinos defendem uma nova autoridade civil local.

Por que esse momento é tão simbólico?

Esse episódio marca o fim de um período de apreensão crônico para famílias israelenses que viviam no limbo da incerteza. É também um lembrete das proporções humanas e políticas conflitantes no Oriente Médio. Se por um lado há alegria nos reencontros, por outro residem cicatrizes profundas, perdas irreparáveis, dores que nenhum protocolo diplomático apaga.

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