
Em uma madrugada que muitos achavam impossível, o inesperado aconteceu: 20 reféns israelenses vivos foram libertados pelo Hamas após mais de 700 dias de cativeiro. Depois de tanto tempo, o abraço tão desejado virou realidade.
Na manhã desta segunda-feira, 13 de outubro de 2025, o Hamas entregou à Cruz Vermelha os últimos 20 reféns israelenses que ainda estavam vivos na Faixa de Gaza.
A liberação faz parte de um acordo de cessar-fogo negociado, com Israel concordando em libertar cerca de 1.900 prisioneiros palestinos, entre eles 250 condenados à prisão perpétua.
O presidente dos EUA, Donald Trump, esteve envolvido nas negociações e discursou no Parlamento israelense, chamando o momento de “novo amanhecer” para a região.
Os 20 reféns libertados incluíam homens de diferentes faixas etárias, soldados capturados, moradores de kibutz atacados em 7 de outubro de 2023 e participantes do festival Nova, entre outros.
O Hamas divulgou também a lista com nomes dos reféns que seriam soltos, como Omri Miran, Bar Abraham Kupershtein e Evyatar David.
Embora 20 sobreviventes tenham voltado para casa, Israel afirma que outros 28 reféns mantidos pelo Hamas estão mortos. Destes 28 mortos, apenas 4 corpos serão devolvidos pelas autoridades palestinas.
Como parte do acordo, Israel iniciou a soltura dos prisioneiros palestinos. A cifra aproxima-se de 1.900 pessoas, um movimento altamente simbólico.
Em Tel Aviv, milhares se reuniram na chamada “Praça dos Reféns” para acompanhar em telões os anúncios e celebrar o retorno dos seus. O presidente Isaac Herzog reforçou que Israel aguarda todos os reféns, vivos ou não e classificou o momento como um passo simbólico da reconciliação. No lado palestino, multidões celebraram a soltura de prisioneiros, muitos dos quais viveram anos de detenções sob acusações controversas.
Mas atenção: a paz ainda é frágil. Israel insiste no desarmamento do Hamas e retirada das tropas de Gaza; líderes palestinos defendem uma nova autoridade civil local.
Esse episódio marca o fim de um período de apreensão crônico para famílias israelenses que viviam no limbo da incerteza. É também um lembrete das proporções humanas e políticas conflitantes no Oriente Médio. Se por um lado há alegria nos reencontros, por outro residem cicatrizes profundas, perdas irreparáveis, dores que nenhum protocolo diplomático apaga.






