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Ucrânia reconhece ‘calmaria’ após ataque contra bases de mísseis da Rússia

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O prefeito de Kharkiv, Ihor Terekhov, fez uma afirmação ousada nesta terça-feira, 11, pois, segundo ele, a Ucrânia recebeu menos ataques após suas forças atingirem a base de mísseis da Rússia com armas que vieram do Ocidente.

Em fala, ele disse haver uma pausa nos bombardeios, o que acreditava se relacionar com a falta de equipamento. Por isso, o bombardeio teria sido um sucesso.

A declaração do prefeito ocorreu durante uma conferência em Berlim, que busca incentivar o apoio e o investimento europeus na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também esteve presente no evento.

Há quase duas semanas, os Estados Unidos e outras nações ocidentais permitiram que a Ucrânia utilizasse suas armas para atingir alvos e mísseis da Rússia dentro do território próximo a Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana, que se tornou alvo de ataques russos constantes em maio.

Ofensiva com mísseis da Rússia

Via Flickr

O Ministério da Defesa russo anunciou que assumiu o controle das áreas de Tymkiv, na região de Kharkiv, e Miasozharivka, na região de Luhansk, na segunda-feira, 10. Autoridades ucranianas relataram mais cinco mortes em bombardeios russos nas últimas 24 horas, sendo quatro em Kharkiv.

No entanto, Zelensky afirmou que as operações de contra-ataque continuam firmes na região de Kharkiv, e Terekhov destacou que, apesar do aumento nos bombardeios nos últimos dois dias, a situação está “mais calma” em geral.

Ele disse que, em comparação com maio, tiveram uma semana mais ‘tranquila’. Portanto, tem sido um pouco mais calmo, mas não pode dizer que tenha sido completamente assim o tempo todo.

Durante seu discurso na conferência alemã, o presidente ucraniano criticou o crescente apoio à retórica pró-Rússia na União Europeia, após o aumento de votos em partidos de extrema direita em vários países nas eleições para o Parlamento Europeu.

Ele diz que quer acabar com esta guerra no interesse de todos, de toda a Europa. Eles terminarão a guerra de acordo com as condições que quiserem, afirmou Zelensky.

Guerra

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que ganhou grande atenção mundial com a invasão russa em larga escala em 24 de fevereiro de 2022, tem raízes complexas e profundas que remontam a vários anos antes desse evento.

Antecedentes do Conflito (2014)

A crise começou em 2014, quando a Ucrânia passou por uma série de eventos tumultuados. Em fevereiro daquele ano, protestos massivos conhecidos como Euromaidan levaram à destituição do presidente ucraniano pró-Rússia, Viktor Yanukovych.

Em resposta, a Rússia anexou a península da Crimeia em março de 2014, uma ação amplamente condenada pela comunidade internacional como uma violação do direito internacional.

Pouco depois, conflitos separatistas eclodiram nas regiões de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia. Grupos separatistas pró-Rússia declararam independência dessas regiões, levando a uma guerra civil de baixa intensidade que continuou pelos anos seguintes.

A Rússia foi acusada de fornecer apoio militar, logístico e financeiro aos separatistas, embora tenha negado envolvimento direto.

Intensificação do Conflito (2022)

A tensão entre os dois países permaneceu alta nos anos seguintes, mas atingiu um novo ápice no final de 2021 e início de 2022.

Mísseis da Rússia começaram a atingir e acumular tropas ao longo da fronteira com a Ucrânia, levando a preocupações internacionais de uma possível invasão. Diversas tentativas diplomáticas para desescalar a situação não foram bem-sucedidas.

Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia lançou uma invasão em larga escala na Ucrânia, marcando o início de um conflito que se espalhou rapidamente por várias regiões do país. As forças russas atacaram a partir do norte, leste e sul, visando capturar a capital Kiev e outras cidades importantes.

Via PxHere

Razões e Motivações

As motivações da Rússia para a invasão são complexas. O presidente russo, Vladimir Putin, citou preocupações de segurança, alegando que a expansão da OTAN para o leste representava uma ameaça direta à Rússia.

Ele também fez referências históricas e culturais, argumentando que a Ucrânia faz parte da “esfera de influência” da Rússia e compartilhando uma longa história comum.

Por outro lado, muitos analistas veem a invasão como uma tentativa de restaurar a influência russa na região e de prevenir a aproximação da Ucrânia com o Ocidente. A Rússia também temia a crescente democratização da Ucrânia e sua orientação pró-ocidental.

Consequências

A invasão russa foi amplamente condenada pela comunidade internacional. Muitos países impuseram sanções econômicas severas à Rússia e forneceram apoio militar e humanitário significativo à Ucrânia.

A guerra resultou em uma crise humanitária, com milhares de mortos e milhões de deslocados internos e refugiados.

A resistência ucraniana, apoiada por armamentos e assistência do Ocidente, conseguiu repelir muitos avanços russos, transformando o conflito em uma guerra prolongada. Até o momento, a guerra continua, com um impacto devastador na Ucrânia e com implicações geopolíticas de longo alcance.

 

Fonte: Veja, Brasil Escola

Imagens: Flickr, PxHere

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