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Relação entre homens e cães surgiu com a domesticação de lobos

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Há milênios, os cães têm sido considerados os melhores amigos do homem. Mas, afinal, quando, exatamente, esse vínculo começou a ser instaurado? Bom, de acordo com um novo estudo, liderado pela pesquisadora Angela Perri, da Durham University, norte da Inglaterra, os nossos companheiros de quatro patas foram domesticados há mais de 15.000 anos.

A pesquisadora chegou a tal conclusão após se concentrar em registros genéticos e arqueológicos de cães e pessoas que viveram bem antes de nós. Segundo o estudo de Perri, a relação de lealdade entre os cães e os humanos, aqui nas Américas, se deu com a chegada dos siberianos, que, no período da colonização de nosso território, chegaram acompanhados de lobos domesticados.

“Ao juntar as peças do quebra-cabeça que foram fornecidas pela arqueologia e pelo campo da genética, descobrimos que os cães foram, primeiramente, domesticados na Sibéria. A relação de lealdade com os seres humanos se espalhou em seguida, com a chegada dos siberianos nas Américas e ao redor do mundo”, relata a pesquisadora em seu estudo.

Pesquisa

Conforme o trabalho de Perri postula, a domesticação dos lobos pode ter começado na Sibéria, há 23.000 anos atrás. Os moldes da relação de lealdade entre os homens e os lobos se espalhou pelo mundo à medida que os indivíduos e seus companheiros de quatro patas viajam para terras longínquas.

Além de Perri, outros pesquisadores apoiam a teoria, pois o estudo analisa uma divisão genética que ocorreu entre os lobos eurasianos e os primeiros cães que passaram a ser domesticados.

Promover essa diferenciação entre os lobos eurasianos pré-históricos e os primeiros cães domesticados não foi fácil e algumas lacunas ainda precisam ser preenchidas. De todas as formas, os dados e as análises expostas por Perri baseiam-se nos primeiros vestígios de cães domésticos que constam no registro arqueológico, o qual aponta que a relação de lealdade entre o animal em questão e os indivíduos findou cerca de 15.000 anos, provavelmente na Alemanha.

Cães

Mesmo que o estudo de Perri aponte dados concretos, é preciso frisar que há também outro grupo de cães que foram potencialmente domesticados, mas que não constam no registro arqueológico analisado pela pesquisadora. O motivo? São muito mais antigos. A ausência deste haplogrupo, ou população genética com apenas um ancestral, do registro arqueológico tampouco interfere na pesquisa de Perri. Muito pelo contrário, acrescenta.

Com base em análises feitas especificamente deste haplogrupo, acredita-se que um dos primeiros primeiros cães foi domesticado há cerca de 22.800 anos. Consequentemente, a pesquisadora estudou minuciosamente o comportamento da população de indivíduos que viveram há 22.800 anos e, com isso, conseguiu estabelecer uma linha do tempo de cães e seus genes à medida que se dispersaram pelo globo.

“A única coisa que descobrimos estipulando essa linha do tempo é que a domesticação de cães não ocorria nas Américas”, disse o geneticista, Laurent Frantz, da Ludwig Maximilian University, em Munique. “A partir das assinaturas genéticas pertencentes a cães antigos, sabemos, hoje, que eles foram domesticados em algum lugar da Sibéria antes das pessoas migrarem para as Américas”.

“Os cães que os acompanharam quando entraram neste mundo completamente novo acabaram participando de um inédito repertório cultural, bem como as ferramentas que carregavam”, observou o arqueólogo David Meltzer, da Southern Methodist University.

O estudo de Perri é inovador porque antes acreditava-se que os cães foram domesticados na Eurásia, ou seja, em muitos lugares entre a China e a Europa.

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