Curiosidades

Rio de Janeiro e Santos terão partes submersas até meados do século, diz ONU

0

Das mudanças provocadas pelo aquecimento global, uma das mais preocupantes é o aumento do nível do mar. Até porque, à medida que ele vai aumentando o risco de cidades litorâneas sumirem do mapa também aumenta. E por mais que muitas pessoas acreditem que isso está longe de acontecer, ou que não acontecerá com o Brasil, isso está longe de ser verdade.

Tanto que, conforme as estimativas de um projeto envolvendo o Programa da ONU para o Desenvolvimento e agências especializadas, 5% das cidades do Rio de Janeiro e Santos irão estar imersos até meados do século justamente por conta do aumento do nível do mar.

Segundo esse estudo, o impacto do aumento das temperaturas nas inundações costeiras irá aumentar cinco vezes no decorrer desse século. Como consequência, isso irá colocar mais de 70milhões de pessoas no caminho da expansão das planícies aluviais.

O pior cenário para o Rio de Janeiro mostra uma elevação do mar em 20 centímetros até meados do século, e 48 centímetros até 2100. Esse elevação será vista em outras cidades também. Em Belém será de 21,6 centímetros e 49 centímetros respectivamente. Enquanto que em São Luís e Fortaleza, o nível do mar irá subir em 50 centímetros até o fim do século.

Os locais que estão na vanguarda para terem perdas significativas de terras e infraestrutura são a América Latina, Caribe, o Pacífico e estados insulares pequenos. “Centenas de cidades altamente populosas serão expostas a um maior risco de inundação em nosso atual caminho de emissões de gases”, disse o informe da ONU e Climate Impact Lab.

Projeções

Estadão

De acordo com o levantamento, até 2050 centenas de cidades costeiras que são extremamente populosas vão estar expostas a um risco maior de inundação. Dentre esses locais estão terras que são o lar de aproximadamente 5% dos moradores de Santos, no Brasil; Cotonou, no Benin; e Calcutá, na Índia.

Agora, até 2100, com a velocidade atual de emissões, essa porcentagem irá dobrar, Ou seja, 10% da população dessas áreas estarão em perigo.

A extensão dessas inundações aumentou nos últimos 20 anos como consequência do aumento do nível do mar. Isso quer dizer que, hoje em dia, mais de 14 milhões de pessoas no mundo todo vivem em comunidades costeiras que tem uma chance em 20 de inundação.

Permanentemente abaixo do mar

Máfia do mergulho

Como se o risco de inundação já não fosse ruim o suficiente, locais com baixa altitude nas costas da América Latina, África e Sudeste Asiático podem ter a ameaça de inundação permanente.

Isso porque, nos cenários com níveis mais altos de aquecimento global, cerca de 160 mil quilômetros quadrados de terra costeira irão ser inundados até 2100. Dentre essas regiões estão cidades costeiras no Equador, na Índia, na Arábia Saudita, no Vietnã e nos Emirados Árabes Unidos.

“Os efeitos da elevação do nível do mar colocarão em risco décadas de progresso do desenvolvimento humano em zonas costeiras densamente povoadas, onde vive uma em cada sete pessoas no mundo. O deslocamento de milhões de pessoas e a interrupção da atividade econômica nos principais centros de negócios podem introduzir novos elementos de instabilidade e aumentar a competição por recursos. Nossa nova pesquisa do PNUD e do Climate Impact Lab é mais um lembrete para os tomadores de decisão que irão à COP28 de que o momento de agir é agora”, disse Pedro Conceição, Diretor do Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD.

No pior cenário, até o fim do século, sem ter essas defesas da linha costeira, 5% ou mais dessas cidades irão ficar permanentemente abaixo do mar. São elas:

Guayaquil, Equador

Barranquilla, Colômbia

Santos, Brasil

Rio de Janeiro, Brasil

Kingston, Jamaica

Cotonou, Benin

Calcutá, Índia

Perth, Austrália

Newcastle, Austrália

Sydney, Austrália

“Essas projeções não são conclusões precipitadas; em vez disso, elas podem ser um catalisador para a ação”, disse Hannah Hess, diretora associada do Climate Impact Lab

“Ações rápidas e sustentáveis para reduzir as emissões afetarão a rapidez e o grau de impacto sobre as comunidades costeiras. A redução das emissões não apenas atenua os riscos, mas também nos dá mais tempo para responder proativamente e nos preparar para a elevação do nível do mar”, concluiu Hess.

Fonte: UOL

Imagens: Estadão, Máfia do mergulho

Viciados em trabalho têm risco maior de doenças cardiovasculares

Previous article

Onda de calor faz venda de água subir 30% e preços também sobem

Next article

Comments

Comments are closed.