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Saiba as principais diferenças entre o anime original e a versão da Netflix de Evangelion

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O clássico anime Neon Genesis Evangelion, finalmente, fez o seu debute na Netflix. Alguns aproveitaram para rever a série e outros tantos tiveram a oportunidade de, enfim, conferir a história. No entanto, a versão disponível no serviço de streaming passou por algumas alterações que não agradaram os fãs da obra. Por azar da língua, o público mais afetado com tantas modificações foram os de língua inglesa. Ou as pessoas que apenas preferem assistir no idioma.

A série é ambientada em um futuro distópico, no qual a sociedade precisou se adaptar à nova realidade após um cataclismo global. No cenário pós-apocalíptico, a humanidade ainda precisa lidar com frequentes ataques de seres alienígenas, conhecidos apenas como Anjos. Para tentar combater a ameaça, a NERV, uma organização paramilitar, desenvolveu uma biomáquina gigante chamada de Evangelion, ou apenas EVA. No entanto, é necessária uma pessoa para pilotá-la, alguém compatível com seu sistema.

A seguir, confira algumas das principais diferenças entre o anime original e a versão da Netflix.

1 – Mudança nos créditos finais

No anime original, ao fim de cada episódio, tocava um cover diferente de Fly Me to the Moon, música eternizada por Frank Sinatra. Na versão da Netflix, contudo, ela foi removida do final. A canção foi substituída por outras que tocam na série, todas elas ao som de um piano. A mudança ocorreu devido à licença de uso da música. Esta, então, foi a melhor solução encontrada pelo serviço de streaming.

2 – Novo elenco de dubladores

Os espectadores, que assistiram Evangelion anos atrás em inglês, certamente sentiram falta das familiares vozes dos personagens. A Netflix escalou um novo elenco de vozes para dar vida às clássicas figuras do animes. O que não foi de todo ruim, pois o serviço fez questão de incluir diversidade. Shinji Ikari, por exemplo, agora é dublado pela trans Casey Mongillo.

3 – Alterações grotescas na tradução

Infelizmente, a estreia do anime na Netflix não se mostrou positiva por completo. Em especial, na versão em língua inglesa. O público está bastante revoltado com o tanto de erros encontrados ao longo da série. Alguns equívocos foram tão grosseiros que foram capazes de mudar inteiramente o significado da mensagem na cena. Foi o caso da declaração de Kaworu a Shinji.

O certo seria traduzir sua fala como “Eu te amo”, porém, no lugar ficou “Eu gosto de você”. O fato ficou ainda mais agravado porque os dois personagens são homens. Uma atitude que muitas pessoas entenderam como censura. Após muita repercussão negativa, Dan Kanemitsu, responsável pela tradução, foi ao Twitter tentar esclarecer o suposto mal entendido. Ele se conteve apenas em dizer que tentou ficar o mais próximo do original possível. O que não deu muito certo.

Os erros não param por aí. No Reddit, existe uma sessão dedicada a eles que, por enquanto, ultrapassa mais de 500 reclamações diferentes de tradução. No Brasil, a série também recebeu nova dublagem. Por enquanto, sem grandes problemas. O extinto estúdio Mastersound foi responsável pela dublagem original de Evangelion. Quando o anime foi exibido pelo canal Animax, a versão ficou por conta da Álamo. Já na Netflix, quem comandou as vozes atuais foi a VoxMundi Audiovisual, sob o comando de Fábio Lucindo, que também empresta sua voz a Shinji Ikari.

4 – Textos na tela sem tradução

Ainda na área da tradução, outro detalhe que deixou parte do público irritado foi a ausência de transcrição dos textos em tela. São raros os papéis, comunicados, documentos e qualquer tipo de escrita em japonês com tradução. O motivo ao certo para tal decisão não está claro. Este é mais um ponto que tem sido bastante destacado pelo público em relação à nova versão.

5 – Censura

Mais uma vez, o erro vem, em particular, na versão inglesa. Se por um lado, a alteração na fala de Kaworu foi encarada como censura, fazer modificações em sentenças com palavrões, afirma ainda mais a suspeita. Embora Evangelion seja um anime, isso não o classifica de imediato como um programa infantil. Longe disso. A história se propõe a discutir a complexidade humana em diversos níveis de moralidade. Há violência física, verbal e muito sangue. O público infantil deve passar longe de Evangelion, o que apenas piora o lado da Netflix em censurar a palavra “fuck”. O serviço não apenas tirou a palavra, como trocou o sentido de algumas sentenças nas quais ela foi colocada. Um trabalho nada profissional.

6 – Sem consenso para falar “Nerv”

Enquanto no Brasil nunca tivemos problemas em relação à pronúncia da organização por trás dos Evas, os gringos não podem falar o mesmo. Nerv é uma palavra de origem alemã, “nerve”, que significa “nervo”. Por décadas, ela foi dita basicamente como se escreve. Por alguma razão desconhecida, o nome da poderosa corporação foi pronunciado por diversos personagens como “nairv”.

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