Saiba porque nem sempre os cães foram os melhores amigos do homem na história

POR Jesus Galvão    EM História      25/05/18 às 19h30

Com os passar das eras, os cães foram domesticados pelos humanos, e acabaram por se tornar o fiel melhor amigo do homem. Mas isso nem sempre foi dessa forma. E ja tiveram esse lugar ocupado pelos gatos. Os primeiros relatos da domesticação canina tem idade de cerca de 15 mil anos e eram, em grande parte, utilizados como cães de guarda e para a caça.

Na bíblia, a figura do cachorro é utilizada por diversas vezes como uma metáfora e um símbolo da estupidez humana. Algumas fontes relatam que o governador da Babilônia, no século VII a.C., tinha tantos cães que eram necessários os serviços de quatro aldeias somente para alimentá-los. O serviço era feito em troca de isenção de impostos e tributos ao governo.

Mas só no período romano é que as mulheres da aristocracia começaram a tratá-los como bibelôs e eles começaram a serem valorizados por suas raças. O cão da raça "maltês", que se comparado aos cães de hoje em dia está mais parecido com um Lulu-da-pomerânia, era bastante popular entre elas. Isso, porque um antigo escritor grego Callimachus, teria espalhado por aí que colocar um cão dessa raça sobre o estômago para aliviar dores abdominais.

A popularização

Com isso, tornou-se popular o transporte desses animais próximos a barriga. Prática comum até mesmo nos dias mais recentes. No entanto, apesar dos gregos e egípcios se familiarizarem com os cães, somente depois da idade média é que os europeus se renderam ao seu charme. Eles levaram tanto tempo para aceitá-los devido a má reputação que eles tinham.

Os europeus acreditavam que os cães eram impuros por comerem comidas descartadas pelos humanos, e segundo rumores, eles comiam até mesmo cadáveres. Mesmo após a controversa aceitação nos lares europeus, os cães ainda protagonizaram muitas polêmicas. Como quando Henrique VIII chegou a roma para uma negociação com o Papa Clemente VII e o seu cão mordeu o dedo do pé do líder da igreja católica.

No século XVIII, as pessoas já eram completamente apaixonadas pelos cães. E, foi quando o movimento pelos direitos dos animais começaram a ganhar força. Isso, devido aos experimentos médicos que utilizavam esses animais como cobaias. Algumas pessoas levaram essa causa muito a sério.

Richard Martin, após um duelo para defender um cachorro e sobreviver, se tornou o fundador da Sociedade para a Prevenção da Crueldade Contra os Animais. Porém, ninguém amou mais os cães do que os moradores da cidade de Neuville, na França. No século XIII, um cãozinho teria protegido um pequeno bebê de um ataque de uma cobra enquanto seus pais estavam fora de casa.

Num breve momento de confusão, o pai da criança teria matado o cachorro com um golpe de espada. No entanto, depois tudo se explicou e eles entenderam que o pequeno cachorro apenas estava defendendo o bebê. O cãozinho foi enterrado e a população local passou a cultuar seu túmulo. Pessoas de todos os lugares do mundo se prostraram diante do local onde o cão estava enterrado e pediam seu auxílio para curar seus filhos doentes.

Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.

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