
Arnold Schwarzenegger é um fisiculturista, empresário e, por fim, político austro-americano. Ele começou a sua vida como fisiculturista, mas foi no cinema que ganhou fama mundial. Tanto é que o ator se tornou um verdadeiro ícone dos filmes de ação em Hollywood, sendo bastante lembrado por determinados papéis, como Conan the Barbarian e The Terminator.
E foi em 1987 que ele enfrentou um monstro que iria se tornar um dos maiores sucessos no quesito bestas fantásticas: o Predador. Interpretar o caçador que tinha um arsenal bem desenvolvido deu a Schwarzenegger a oportunidade de entregar um duelo épico e primitivo para câmera do brilhante John McTiernan.
O longa foi um grande sucesso entre o público e a crítica e a franquia ainda continuam a mesma depois de 37 anos. Depois de Predador 2 (1990), Predadores (2010), O Predador (2018), O Predador: A Caçada (2022) e dois crossovers com a saga Alien, uma nova produção está sendo desenvolvida para o Disney+.
O Predador nasceu dos irmãos Jim e John Thomas e, de acordo com eles, ele foi inspirado em uma piada da época a respeito de uma possível briga entre Sylvester Stallone, que era o rival de Schwarzenegger, e um Rocky extraterrestre.
Os irmãos então criaram um roteiro que se chamava “Hunter” e que acabou na mesa do produtor Joel Silver. E o resto é história.
O que pouco se comenta é que o conceito de Predador quase foi reciclado no roteiro de uma sequência de um filme de sucesso de Schwarzenegger, “Comando para Matar”. Nesse filme, que tinha sido lançado dois anos antes, o ator vive John Matrix, um ex-soldado das Forças Especiais que se vê forçado a largar sua aposentadoria quando sua filha é sequestrada pelo ditador deposto Val Verde.

IGN
Mesmo sabendo disso, qual seria a relação entre “Predador” e “Comando para Matar”? Quem respondeu essa pergunta foi Jeph Loeb, ilustre autor de quadrinhos e séries e roteirista de “Comando para Matar”.
“Não foi ideia nossa, mas achei que era uma boa ideia. O estúdio havia conseguido o roteiro de Predador e inicialmente pensaram que a melhor forma de fazer isso era torná-lo um Comando 2. (…) Se você assiste Comando e depois Predador, verá que é o mesmo personagem, mesmo que seu nome mude. Ele até usa a mesma roupa de camuflagem”, disse.
“E então outra pessoa disse na época: ‘Não, não vamos fazer isso’. A razão pela qual eles não fizeram foi porque na época, quando faziam continuações, a sequência geralmente fazia metade de bilheteria do que o primeiro filme. Star Wars foi a exceção. Mais tarde, começamos a fazer sequências que fizeram mais sucesso do que o primeiro filme, como O Exterminador do Futuro 2. Mas, na época, não era o caso”, continuou.
“O pessoal da Fox então nos disse: ‘Não deveríamos pegar o Predador e transformá-lo em Comando para Matar 2. Por que não começar outra franquia?’ Foi uma ideia inteligente e foi assim que o Predador nasceu. Eles nem precisavam de Arnold Schwarzenegger para fazer mais filmes do Predador, e foi o que fizeram. Então eles nunca fizeram Comando 2, mas fizeram um monte de filmes do Predador! Isso não significa que não possa haver outro Comando, quem sabe, veremos”, concluiu Loeb.

Folha de São Paulo
Por mais que Schwarzenegger seja lembrado por seus filmes de ação, o ator também conseguiu colocar em sua filmografia produções de outros gêneros. Mas claro que em uma carreira tão longa existiu um filme que depois de pronto ele se arrependeu de não ter feito.
Em 1996, “A Rocha” estreou nos cinemas com Nicolas Cage, Sean Connery e Ed Harris sendo o trio de protagonistas. Mas o que muitas pessoas não sabem é que a produção dirigida por Michael Bay poderia ter tido Schwarzenegger no lugar de Cage. Isso porque o ator foi convidado primeiro para participar do filme, mas por conta do roteiro ele optou por dizer não.
Em 2022, Schwarzenegger respondeu alguns fãs no Reddit e uma das perguntas era a respeito de qual papel ele se arrependia por não ter aceitado. Foi então que o ator disse que era o de “A Rocha”.
“Eu realmente me arrependo de não ter feito A Rocha. Adoro o filme e acabou bem. Quando me ofereceram, havia apenas um roteiro de 80 páginas com muita caligrafia e rabiscos, e não funcionou. Acho que não terminei. Mas, obviamente, eles fizeram um trabalho fantástico”, respondeu ele.
A realidade é que o filme acabou se tornando um dos melhores filmes de ação das últimas décadas, tanto que até mesmo os críticos o receberam de uma forma bem positiva. Para se ter uma noção, no Rotten Tomatoes ele tem uma avaliação de 67% de aprovação da crítica especializada, enquanto que pelo público essa aprovação é de 85%. Por esses números é de se imaginar que o longa tenha feito muito dinheiro também. Ele arrecadou mais de 335 milhões de dólares em todo o mundo.
O enredo do filme acompanha Francis Hummel, um general que lidera um exército de fuzileiros navais realizando missões perigosas. E como vários dos seus homens morreram, ele quer que as famílias deles recebam uma indenização. Contudo, ao que tudo indica, a única forma de fazer as pessoas ouvi-lo é roubando mísseis e tomando o controle da prisão de Alcatraz.
Fonte: IGN, Adoro cinema
Imagens: IGN, Folha de São Paulo






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