Se lembra do vestido? O mistério de porque ele é visto em várias cores pode finalmente ter sido resolvido

POR PH Mota    EM Entretenimento      10/04/17 às 16h57

Para quem viu o surgimento da polêmica online, ainda é fácil lembrar como tudo aconteceu. Durante a noite de 26 fevereiro de 2015, as redes sociais e grupos de mensagens ficaram insanos com um debate completamente inesperado e, para muitos, sem sentido. Qual a cor de um vestido?

A imagem mostrava um vestido listrado que poderia ser visto de duas formas diferentes. Enquanto uns diziam que ele era branco e dourado, outros defendiam que era azul e preto. Você pode até ter pensado que o assunto já estava esquecido, umas dois anos depois, Pascal Wallisch, da Universidade de Nova York, publicou o artigo no Journal of Vision para analisar o fenômeno cientificamente.

Quando o vestido chamou a atenção da internet pela primeira vez, várias explicações foram feitas para tentar esclarecer porque algumas pessoas viam com uma cor e outras pessoas viam diferente. Na ocasião, a principal teoria defendia que tinha algo ligado a como nossos cérebros percebiam as sombras.

O que Wallisch faz no novo estudo e propor um avanço para a teoria. Ele sugere que a forma como as pessoas pensavam que o vestido estava sendo iluminado realmente foi um fator determinante na questão e utilizou um teste para mostrar que a luz do Sol a qual fomos expostos é um indicador disso.

"Nós mostramos que as suposições sobre a iluminação do vestido - ou seja, se o estímulo da iluminação era natural, artificial ou ele estava numa sobra - afetam fortemente a forma como os observadores interpretam a imagem, em análise de fatores demográficos como idade ou sexo, que tem uma menor influência relativa", escreveu,

A pesquisa de Wallisch utilizou um estudo com 13.417 pessoas participando de testes online. Dos voluntários, 8.084 responderam ao teste em março de 2015, enquanto 5.333 responderam ao teste numa nova fase da pesquisa, em março de 2016. Observando as respostas dos participantes, ele analisou uma série de fatores, incluindo sexo e idade, mas não encontrou relações entre eles. Porém, quando passou a analisar o padrão de sono de cada uma das pessoas, conseguiu encontrar uma conexão.

Na primeira pesquisa, os que acordavam mais cedo tinham uma tendência 11% maior para ver o vestido como branco e dourado do que as pessoas de hábitos noturnos. Na segunda pesquisa, o número aumentou paro 40%. A diferença, de acordo com o autor do estudo, pode estar ligada ao fato de menos pessoas estarem tentando "trollar" a pesquisa no momento em que o assunto já não estava em evidência para a opinião pública.

Nos resultados da segunda pesquisa, também houve uma queda nas pessoas que viam o vestido branco em dourado a partir dos 65 anos idade, por alguma razão que Wallisch não conseguiu apontar. Talvez exista alguma conexão com aposentadoria ou quantidade de tempo que essas pessoas passam foram de casa.

Ainda que Wallisch tenha apresentado resultados consistentes, ele disse que a questão ainda não está completamente finalizada. "Como você pergunta para alguém sobre o seu histórico de exposição à luz?", questionou. "O horário de acordar ou de maior atividade é apenas uma representação para chegar nessa resposta. E funcionou. Mas considerando como pode ser conturbado, é preciso milhares de pessoas para poder perceber isso de forma estatística."

Agora, o pesquisador está conduzindo um novo estudo para ir além e conseguir um diagnóstico mais aprofundado. Você pode participar do novo estudo respondendo ao questionário online feito por Wallisch.

E você, é do tipo que tem hábitos diurnos ou noturnos? E qual a cor do vestido para você. Conte para a gente nos comentários e reviva a polêmica que tomou conta da internet dois anos atrás.

PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.

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