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Segundo esta teoria, Procurando Nemo não teve um final feliz

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A Pixar é conhecida pela qualidade da sua animação, e claro, pelas lágrimas que arranca do público. Há mais de 20 anos ela traz histórias que comovem e emocionam tanto crianças quanto adultos. Filmes como Toy Story, Monstros S.A., Os Incríveis, Wall-E, Divertida Mente e vários outros já integram o time de clássicos da animação e, talvez, do cinema. Um dos mais populares no catalogo da empresa é Procurando Nemo, de 2003. A aventura acompanha o peixe palhaço Marlin enquanto procura o seu filho sequestrado pelo oceano.

Com a ajuda da nada normal Dory, uma peixinha azul que ganhou seu próprio longa em 2016 (Procurando Dory), e de vários outros personagens no minimo esquisitos, ele faz de tudo para reencontrar o seu filho, pois o pequeno peixe palhaço é a única coisa que ele tem no mundo. Falando assim, o enredo parece seguir o padrão da Pixar, porém, para alguns usuários deste oceano chamado internet, não existe nada de simples e fofo nessa história. Uma teoria afirma que, se você prestar mais atenção em Procurando Nemo, irá se deparar com muita escuridão.

Não é de hoje que muita gente vêm criando teorias sobre as animações da Pixar. Algumas afirmam que o Cabeça de Batata é o verdadeiro vilão da trilogia Toy Story. Outra indica que Violeta, filha do casal protagonista de Os Incríveis, na verdade é a Boo de Monstros S.A. A teoria mais popular diz que todos os filmes da empresa se passam no mesmo universo e que todos os filmes estão interligados. Mas esta teoria sobre Procurando Nemo é nova e diz que a jornada de Marlin não é para encontrar o filho, e sim uma passagem pelas fases do luto.

A teoria

Basicamente, a teoria afirma que o longa é uma alegoria sobre o luto. A viagem de Marlin pelos mares ao lado de Dory representa sua passagem pelos cinco estágios do luto. A verdade é que ele teria perdido esse filho, e todos os outros, ao mesmo tempo em que perdeu a esposa, no ataque inicial. A primeira evidência está no próprio nome do suposto filho que sobreviveu ao ataque, Nemo. O nome, que foi adotado pelo Capitão Nemo em algumas aventuras no mundo literário de Julio Verme, se traduzido diretamente do latim significa “ninguém”. Seria um forte indicio de que o filho não passa de um produto da sua imaginação.

Apesar de Marlin ter vivido o trauma anos atrás, o luto só começa a ser vivido realmente quando ele fica frente a frente com os filhos de outros peixes, e começa a perceber que os seus estariam chegando nesse ponto também. Ai então ele entra nas cinco fases do luto, que são: negação, raiva, barganha, depressão, aceitação. Ao longo da projeção podemos ver cada uma dessas fases se manifestar nas aventuras que ele passa no mar.

As cinco fases do luto

A negação está no fato de Marlin criar um filho que morreu e se agarrar a isso como se fosse real, um fio de esperança. A raiva nos momentos que discute com Nemo sobre os perigos do mar aberto e consigo mesmo após achar que o filho foi sequestrado. A barganha (consigo mesmo) enquanto passa mais da metade do filme procurando o filho que não existe. A depressão quando ele finalmente encontra Nemo, mas aparentemente morto, tendo um pequeno momento de lucidez mas caindo em tristeza profunda. Por último a aceitação, quando ele vê Nemo sendo puxado por uma rede, indo rumo ao sol, onde ele encara que o filho realmente se foi.

Pensar isso te dá vontade de chorar? Espero que não, é apenas uma teoria e não precisa ser levada a sério. No fim, pode ser mais uma sacada genial da Pixar ao retratar as fases de luto enquanto conta uma boa história. Mas comenta aqui com a gente o que você achou e compartilha com os seus amigos nas redes sociais. E para você que prefere continuar acreditando que o Nemo existe sim, aquele abraço.

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