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Simulação impressionante dá uma visão melhor de uma estrela bebê nascendo

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As pessoas que gostam de astronomia sabem como esse é um terreno bastante desconhecido e interessante. O universo sempre nos mostra o quão pequenos e insignificantes somos diante da magnitude espacial. As estrelas são alguns dos corpos celestes mais importantes do universo. Na maioria das vezes, pensamos em estrelas como massas enormes, quentes e redondas compostas de hidrogênio e hélio. E que tem milhões, milhares ou até bilhões de anos. Mas nem sempre elas são assim.

E o nascimento de uma estrela é um acontecimento magnífico. Ele acontece ao longo de milhões de anos, em nuvens frias de gás molecular  e poeira onde os aglomerados de estrela se formam. Esse processo não é um que nós seremos capazes de observar do começo ao fim.

Simulação

Contudo, uma simulação extremamente espetacular nos aproxima mais do que nunca de poder ver esse processo. Com o chamado STARFORGE os astrônomos conseguiram simular, pela primeira vez, uma nuvem molecular inteira de estrelas em formação. Essa região simulada é conhecida como berçário estelar e foi simulada em toda sua glória em alta resolução tridimensional.

Isso poderá ajudar os astrônomos a estudar a formação estelar em detalhes maiores. Além de compará-las com as protoestrelas reais, que são as estrela que ainda não estão totalmente crescidas, nos diferentes estágios de sua formação. Com isso, os astrônomos vão poder descobrir os processos que estão em jogo.

“Como as estrelas se formam é uma questão central na astrofísica. É uma questão muito desafiadora de explorar por causa da gama de processos físicos envolvidos. Esta nova simulação nos ajudará a abordar diretamente questões fundamentais que não podíamos definitivamente responder antes”, disse o astrofísico Claude-André Faucher-Giguère, da Northwestern University.

Observação

Os astrônomos sabem os traços gerais da formação de estrelas. Primeiro, começa com um aglomerado de gás molecular, que geralmente é encontrado em uma nuvem da substância. Ele tem uma densidade suficiente para que o aglomerado s desintegre sob sua própria gravidade para assim formar uma protoestrela.

Essa protoestrela começa a girar, e esse giro faz com que o material na nuvem a sua volta forme um disco. Esse disco se transforma na estrela em crescimento. E quando a estrela ganha massa o suficiente, existirá calor e pressão suficientes para que a fusão nuclear comece.

Nessa fusão, os átomos de hidrogênio se fundem para formar o hélio. E o material que resta no disco forma planetas e asteroides. E tudo isso acontece em uma nuvem densa. O que significa que é difícil para os astrônomos conseguirem observar.

Então, construindo o STARFORGE, a equipe de astrônomos liderados por Michael Grudić da Northwestern University levou em consideração vários fenômenos físicos. Como por exemplo,  temperaturas, gravidade, campos magnéticos, dinâmica de gás e os poderosos ventos estelares e jatos de plasma que emitem estrelas bebês, que são conhecidos como feedback estelar.

Análises

A equipe fez as simulações em um dos super computadores mais poderosos do mundo durante quase 100 dias. E o resultado que eles conseguiam em vídeo é uma coisa extremamente impressionante e de tirar o fôlego. No vídeo é possível ver todo um berçário estelar e a formação das estrelas do começo ao fim.

“As pessoas vêm simulando a formação de estrelas há algumas décadas, mas o STARFORGE é um salto quântico em tecnologia. Outros modelos só foram capazes de simular um pequeno pedaço da nuvem onde as estrelas se formam, não a nuvem inteira em alta resolução. Sem ver o quadro geral, perdemos muitos fatores que podem influenciar o resultado da estrela”, disse Grudić

Isso mostra o potencia do STARFORGE. Com ele, os astrônomos vão poder ter um cenário mais próximo possível do universo real e poderão explorar os diverso processos físicos em funcionamento dos viveiros estelares.

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