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Sorok, o inferno na Terra localizado na Coreia do Sul

POR Leticia Rocha    EM Curiosidades      05/09/18 às 19h20

A lepra, também conhecida como hanseníase é uma doença praticamente erradicada. A enfermidade relatada na Bíblia é crônica e contagiosa quando não tratada. No passado, as pessoas que sofriam desse mal eram separadas da sociedade e tinham de viver em condições precárias.

Eram raros os locais em que as pessoas infectadas com lepra eram realmente bem cuidadas. Na maioria dos ambientes aonde essas pessoas eram obrigadas a viver, não lhes eram oferecidas as mínimas condições de bem estar. Geralmente viviam trancadas e sujeitas a todo tipo de humilhações.

Sorok

Sorok é uma ilha no sul da Coreia do Sul que foi tomada pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Os invasores usaram a ilha como uma colônia para os leprosos durante 100 anos. Todas as pessoas infectadas eram presas e levadas para o local. Lá elas eram trancafiadas em salas pequenas e mal eram alimentados.

Além de todos os maus-tratos sofridos, os japoneses usavam as pessoas de cobaias, para ver o progresso da doença. Eram também forçados a trabalhar, e caso não o fizessem, eram punidas e espancadas.

As mulheres grávidas que chegavam a ilha, eram forçadas a realizar o aborto. Eram raros os casos em que a gravidez não era interrompida e quando isso não ocorria, as crianças eram imediatamente separadas de suas mães e levadas ao continente.

Os japoneses também obrigavam os doentes a irem a um santuário japonês da ilha. Aqueles que fossem de outras religiões e se recusassem, também apanhariam.

Fim dos maus-tratos

Foi apenas no fim da Segunda Guerra que a Coreia conseguiu recuperar o controle da ilha e as condições do tratamento dos doentes deixaram de ser tão precárias. O tratamento melhorou de alguma forma, mas as coisas só mudaram mesmo em 1991. Esse foi o ano em que a lei de segregação de pessoas afetadas por lepra foi abolida.

Atualmente Sorok tem recebido alguns de seus antigos pacientes. Apesar de já estarem curados e de não oferecer nenhum risco quanto a contaminação, algumas dessas pessoas ainda sofrem com os estigmas e preconceitos.

Além disso, o governo agora oferece aos pacientes idosos assistência médica e algumas outras vantagens para se instalarem na ilha. Essas pessoas encontram na ilha o lar aonde moraram por tanto tempo, só que dessa vez, sem tanta maldade e injustiça. Eles podem agora curtir livremente as belezas do local.

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Leticia Rocha
Estudante de Jornalismo, apaixonada por pequi, vendedora de pão de mel e de tudo que colocar na minha mão!
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