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Uma tarântula com um ''chifre'' foi encontrada recentemente

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      28/02/19 às 16h36

Para algumas pessoas, aranhas já são normalmente assustadoras, agora imagina uma aranha com chifre? Pesquisadores na Angola descobriram, recentemente, uma espécie de tarântula, até então desconhecida pela ciência, com um detalhe novo. A aranha apresenta uma característica bastante peculiar e diferente das demais, na parte de trás da sua cabeça, tem um membro semelhante a um chifre, e que se estende por quase todo o seu corpo.

Agora, os pesquisadores pretendem analisar mais a fundo os detalhes da tarântula encontrada, para entender o que faz dela tão especial, além de seu comportamento.

A aranha

A aranha foi nomeada pelos pesquisadores de Ceratogyrus attonitifer, a palavra attonifer é derivada do latim, e significa algo como "o portador do espanto", dando sentido ao nome escolhido para a espécie.

"A nova espécie de Ceratogyrus descrita aqui é notável. Nenhuma outra aranha no mundo possui uma protuberância foveal semelhante ", escrevem os autores em seu estudo, publicado na revista African Invertebrates.

Eles ainda não sabem exatamente o que é essa protuberância. A Ceratogyrus attonitifer tem apenas alguns centímetros de comprimento, e se alimenta principalmente de insetos. Ela pertence a um grupo de aranhas babuínas com chifres, chamadas de Ceratogyrus. Suas parentes, no entanto, são menores, e seus "chifres" mais duros. Mas a saliência da tarântula descoberta é mais macia e mais longa do que as de outras espécies, o que faz dela uma criatura única dentro do seu grupo.

Novidade para os pesquisadores

A descoberta foi uma novidade apenas para os cientistas, porque na verdade essa aranha já é conhecida pelos povos indígenas da região há algum tempo. Eles a chamam de "chandachuly", e suas experiências com esses aracnídeos trouxe algumas descobertas fundamentais para sua biologia e estilo de vida.

Entre 2015 e 2016, os pesquisadores estiveram coletando diversas espécimes femininas do bicho nas florestas de miombo, na região central da Angola. O estudo das aranhas revelou que as fêmeas tendiam a ampliar as tocas já existentes, ao invés de cavar suas próprias tocas.

Eles descobriram ainda que a tarântula é venenosa, porém elas não são consideradas perigosas para os seres humanos. Algumas mortes foram relacionadas a picadas desta aranha, mas acredita-se que o veneno não tenha sido a causa da morte, mas sim as infecções e o pouco acesso aos cuidados médicos básicos.

O estudo faz parte do National Geographic Okavango Wilderness Project, programa destinado a uma melhor compreensão da biodiversidade ao longo do Rio Okavango, que passa pela Angola. O trabalho é importante porque mostra que o alcance dessas aranhas babuínas com chifres é muito grande, e estende-se por quase 600 quilômetros. Agora, os autores do estudo, pretendem concentrar as pesquisas nos machos adultos, para entender melhor a relação entre a Ceratogyrus attonitifer e os demais membros do seu gênero, e o que o torna tão diferente.

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Via   Galileu     Ifl Science  
Imagens Galileu UPI
Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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