“Única no mundo”: pesquisadores brasileiros descobrem nova árvore raríssima no RJ

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesagosto 28, 2024

Grandes e robustas, as árvores nunca são pensadas de maneira diferente do senso comum, ou seja, um bom lugar para fazer sombra e, às vezes, render alguns frutos para o consumo. Mas elas, que muitas vezes são vistas só como parte de uma paisagem maior, têm suas peculiaridades. E são muitas. Além disso, podem aparecer algumas nunca vistas antes, como essa árvore rasíssima descoberta no RJ.

Essa descoberta aconteceu na área do Monumento Natural Municipal da Pedra de Itaocaia, no município de Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro. A chamada Siphoneugena carolynae foi descoberta por Thiago Fernandes e João Marcelo Braga, pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

A árvore raríssima vista no RJ é parente “próxima” da jabuticabeira, tem sete metros de altura e pode ser a única no mundo. De acordo com Thiago, até agora, somente um indivíduo dessa espécie é conhecido.

Árvore raríssima descoberta no RJ

Tupi FM

“É a 13ª espécie do gênero Siphoneugena conhecida até hoje. Coletamos com os frutos verdes ainda. Não conhecemos os frutos maduros, mas podemos prever que são semelhantes às jabuticabas (gênero Plinia), já que são parentes próximos”, disse.

Ainda conforme Thiago, essa descoberta é um grande avanço para a ciência. “Essa nova descoberta é um passo adiante para o conhecimento pleno da flora da Mata Atlântica, que ainda abriga muitas espécies desconhecidas para a ciência. Além disso, demonstra a importância das áreas protegidas para a conservação dessa e de outras espécies raras e com distribuição restrita”, pontuou.

Conforme o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o nome dado a essa árvore raríssima encontrada no RJ é uma homenagem para a pesquisadora da Universidade de Brasília Carolyn E. B. Proença, especialista sênior em Myrtaceae. Então, homenageá-la no nome da espécie foi uma forma de marcar sua carreira cheia de contribuições para a taxonomia e biologia reprodutiva das espécies dessa família.

“O resultado da pesquisa foi divulgado, em julho último, na revista científica Brittonia, publicação do Jardim Botânico de Nova York, uma das mais respeitadas do mundo”, concluiu o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Brasil 

Imagens: Tupi FM

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