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Variações na luz solar têm mais a ver com poluição do que com as nuvens, mostra estudo

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O sol é a estrela central do nosso Sistema Solar. E todos os outros corpos desse sistema, como por exemplo planetas, planetas anões, asteroides e cometas giram em torno dele. Ele é a estrela mais próxima da Terra e pertence à classe espectral G. Essa estrela é mediana em relação às outras.

Nossa vida só é possível graças à luz que vem do sol. Além de nos manter aquecidos, existem várias vantagens relacionadas com a exposição dos raios solares. Contudo, a quantidade de luz solar que atinge a superfície do nosso planeta tem mudado há décadas.

Um novo estudo endossa a ideia de que a culpa disse é a atividade humana. Os pesquisadores notaram pela primeira vez uma diminuição constante, ou um “escurecimento”, no brilho da Terra, em várias partes do mundo, no fim dos anos 1980. Incluindo uma queda de quase 30% na luz do sol desde 1950, em uma região específica da União Soviética.

Depois de algumas décadas que os aerossóis mais prejudiciais foram banidos e a União Soviética acabou, a tendência deu uma mudada repentinamente. O efeito passou de um escurecimento global para um clareamento.

Variações

As suspeitas, de que partículas finas, como aerossóis de sulfato, criam uma névoa na atmosfera que acaba bloqueando a entrada da luz solar, já é tida há muito tempo. E as evidências mostram que esse tipo de poluição reflete quase toda a radiação que encontra na atmosfera. E também reflete ou absorve luz.

Mesmo com esse conhecimento ainda é um ponto controverso se foram essas partículas ou não que foram responsáveis por décadas de escurecimento global. Algumas pessoas dizem que variantes naturais, como a absorção da luz solar pelas nuvens, são fatores maiores do que a poluição.

Por isso, o novo estudo quis explicar as variações de luz solar em condições claras e nubladas. Com isso, foi descoberto que a poluição produzida pelo homem é, de fato, o principal culpado pelo escurecimento.

Wild e sua equipe usaram dados históricos coletados entre 1947 e 2017 pelo registro de radiação solar de Potsdam. Esse registro é considerado uma das medições contínuas mais longas e bem mantidas da radiação solar na superfície da Terra.

A análise mostrou que, mesmo quando o céu está sem nuvens, pode haver tendências fortes de escurecimento e clareamento. Assim como nos céus nublados.

“Nossa análise mostra que fortes variações decadais, escurecimento e clareamento, não só aparecem quando as nuvens são consideradas, mas também permanecem evidentes em condições sem nuvens quando os efeitos das nuvens são eliminados”, escreveram os autores.

Análise

Tendo as nuvens descartadas, os pesquisadores disseram que as variações no aerossóis devem ser um modificador substancial do escurecimento e clareamento no mundo todo.

“Embora já tivéssemos presumido isso, não tínhamos sido capazes de provar diretamente até agora”, disse Martin Wild, cientista do clima e principal autor do estudo.

Contudo, é bom lembrar que mesmo que o escurecimento global não seja mais um problema, não quer dizer que por conta do mundo estar se iluminando que o futuro também seja claro.

Os pesquisadores alertam que mais luz solar entrando na Terra não é necessariamente uma coisa boa. Até porque isso poderia tornar uma futura estufa da Terra ainda mais quente.

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