
Um pequeno cão-robô aspirador foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Italiano de Tecnologia para buscar e eliminar lixo. Para isso, ele possui uma mochila de aspirador de pó e bicos nos tornozelos. A pesquisa detalhando o projeto saiu oficialmente no Journal of Field Robotics.
Chamado de VERO (Vacuum-cleaner Equipped Robot), o robô é projetado especificamente para remover bitucas de cigarro, uma das formas mais comuns de lixo.
Utilizando um par de câmeras de profundidade e uma rede neural convolucional, ele é capaz de localizar bitucas no chão, planejar seu caminho para passar por elas, ativar o aspirador e continuar sua trajetória sem interrupções.

Via Olhar Digital
As bitucas de cigarro são uma grande fonte de poluição, com cerca de 4,5 trilhões de unidades descartadas anualmente, de acordo com o Instituto Italiano de Tecnologia.
O cão-robô aspirador surgiu com a forma de um “cachorro” para facilitar a remoção de bitucas em áreas de difícil acesso, como praias, vielas estreitas e parques, onde os aspiradores robóticos com rodas não seriam eficazes.
Embora o ideal seja que as pessoas parem de jogar bitucas de cigarro nas praias (ou em qualquer outro lugar inadequado), o VERO oferece uma solução benéfica para reduzir os danos causados por esse tipo de lixo.
Os pesquisadores também sugerem que o VERO pode ser adaptado para outras tarefas importantes, além de aspirar bitucas de cigarro. Entre os usos potenciais estão a pulverização de ervas daninhas em campos agrícolas, a inspeção de fissuras na infraestrutura e a fixação de pregos e rebites em construções.
Muitos podem pensar que o trabalho do cão-robô aspirador teria um uso melhor em outros elementos de poluição nas praias.
No entanto, as bitucas de cigarro têm um impacto ambiental significativo nesses ambientes, com diversos efeitos negativos a curto e longo prazo.
Por exemplo, as bitucas de cigarro contêm substâncias químicas tóxicas, como nicotina, arsênico e chumbo. Quando ficam na areia, essas substâncias podem lixiviar e contaminar o solo e a água, prejudicando a vida marinha e outros ecossistemas.
Além disso, animais marinhos e aves podem confundir bitucas de cigarro com alimento. A ingestão dessas bitucas pode causar bloqueios no sistema digestivo, intoxicação e, em casos extremos, a morte dos animais.
E não podemos deixar de falar sobre a poluição visual. As bitucas de cigarro são um tipo de lixo muito visível e podem afetar negativamente a estética das praias, tornando-as menos atraentes para os visitantes e impactando negativamente o turismo e o conforto de quem visita o local.

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Também vale falar dos riscos em potencial, como, por exemplo, incêndios. Isso porque, em áreas secas, as bitucas de cigarro descartadas podem ser uma fonte de incêndios, que podem destruir habitats naturais e colocar em risco a segurança de pessoas e animais.
Especialmente quando caem ainda acesas, como é o costume dos transeuntes, esse risco aumenta. É preciso atenção para onde jogá-las, e eliminá-las o mais rápido possível.
Esses materiais possuem acetato de celulose, um tipo de plástico que pode levar anos para se decompor completamente. Durante esse tempo, elas permanecem no ambiente, continuando a causar danos. O cão-robô aspirador vem também para resolver esse problema ambiental.
E utilizar tecnologias como essa, mesmo que em menor aplicação, já reduz os custos públicos. Remover bitucas de cigarro das praias e de outros ambientes públicos gera custos consideráveis para os governos e para as comunidades locais.
Em vez de precisar investir em limpeza e manutenção humana para manter essas áreas livres de lixo, podemos usar um robô feito exatamente para isso.
Assim, é uma iniciativa interessante, e vale a pena expandi-la em outros locais ao redor do mundo, inclusive no Brasil.
Fonte: Olhar Digital
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