3 medicamentos elevam risco de demência, segundo nova pesquisa

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadessetembro 2, 2024

A demência é uma das doenças que pode se desenvolver na velhice. Há várias formas de demência, já que o nome é um termo genérico para um conjunto de sintomas causados por distúrbios cerebrais. Em termos gerais, ela é uma doença que rouba as memórias de quem a tem. Com isso, as pessoas ficam confusas, isoladas e solitárias.

Por isso que entender como essa doença funciona e quais pessoas podem ser mais propensas a desenvolvê-la pode ser uma grande ajuda em sua prevenção. Contudo, alguns medicamentos podem elevar o risco de demência. De acordo com um estudo feito pela Universidade da Califórnia-São Francisco, usar frequentemente remédios para dormir, como zolpidem, clonazepam, diazepam e antidepressivos, pode aumentar o risco de demência de forma considerável, em até 79%.

Segundo os autores, esse aumento do risco é mais significativo entre as pessoas brancas. Além disso, o tipo e a quantidade dos remédios que são usados também são fatores importantes no cenário geral.

O estudo chamado “Saúde, Envelhecimento e Composição Corporal” fez a análise de aproximadamente três mil idosos que não tinham demência e viviam fora dos asilos durante nove anos. Desses, cerca de 42% eram negros e 58% brancos. Durante o estudo, 20% dos pacientes desenvolveram demência.

Conforme os resultados, os participantes brancos que tomavam frequentemente ou quase sempre medicamentos para dormir tinham 79% mais probabilidade de desenvolver demência quando comparados com os que os tomavam raramente ou nunca.

Enquanto que entre os participantes negros, que usavam bem menos remédios para dormir, também foi visto que o risco era maior entre aqueles que os usavam de forma frequente.

Outro ponto levantado pelos pesquisadores foi sobre a possibilidade que determinados medicamentos para dormir podem ter um risco maior de demência do que outros. Conforme enfatizou Yue Leng, o principal autor do estudo, as pessoas que tem problemas de sono devem pensar em uma intervenção farmacêutica de forma bem cautelosa.

Por conta disso, ele pontuou como primeira linha de tratamento nos casos de diagnóstico de insônia a terapia cognitivo-comportamental. Já com relação aos remédios, Leng disse que a melatonina pode ser uma opção mais segura. Contudo, existe uma necessidade de mais evidências sobre seu uso a longo prazo na saúde.

Medicamentos que elevam o risco de demência

Personale cuidador

Zolpidem

Dentre os medicamentos que elevam o risco de demência está o zolpidem. Ele é da classe das drogas conhecidas como hipnóticos não benzodiazepínicos e usado principalmente no tratamento de insônia.

O importante a ser ressaltado é que ele é projetado para ser usado por um curto prazo, normalmente, algumas semanas. Isso é pensado para que se evite o desenvolvimento de tolerância e dependência.

O remédio age em um receptor de neurônios e mexe com 0 ácido gama-aminobutírico, também conhecido pela sigla GABA, que é um químico cerebral relacionado com a regulação do sono. Quando o zolpidem ativa esse receptor ele dá um efeito calmante e sedativo que ajuda a induzir o sono.

Assim como todo remédio, o zolpidem pode ter alguns efeitos colaterais, como por exemplo, sonolência diurna, tonturas, dificuldade de coordenação e, raramente, agitação ou insônia.

Clonazepam 

Esse remédio é mais conhecido como Rivotril e atua diretamente no sistema nervoso com uma ação de sedação leve, relaxamento muscular e efeito tranquilizante. Normalmente, ele é prescrito para o tratamento de transtornos de ansiedade, convulsões e, em alguns casos, para distúrbios do sono.

Os efeitos colaterais desse remédio tem que ser observados com cuidado. São eles: sonolência, cansaço, alteração de memória, depressão, vertigem, dificuldade para coordenar movimento ou caminhar e dificuldade de concentração.

Diazepam

O último dos três medicamentos que elevam o risco de demência é esse que é da classe benzodiazepinas, com  propriedades ansiolíticas, sedativas, anticonvulsivantes, relaxantes musculares e amnésicas.

Ele age parecido com os outros remédios da mesma classe, ou seja, potencializando os efeitos do neurotransmissor GABA no sistema nervoso central. Normalmente, ele é prescrito para o tratamento de ansiedade, insônia, convulsões, espasmos musculares e abstinência de álcool.

No caso dos efeitos colaterais dele, são: sonolência, tontura, confusão, redução das habilidades motoras e do estado de alerta, emoções entorpecidas, fraqueza muscular, dor de cabeça e visão dupla.

Fonte: Catraca livre

Imagens: Personale cuidador

Seguir
Buscar
Carregando

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...