
Aqui, na Fatos, nós estamos sempre falando sobre o quanto nosso cérebro é um órgão incrível. Mas, na mesma medida em que é incrível, é também misterioso. O estado de coma, por exemplo, é quando o órgão entra em um período de inatividade, e ficamos inconscientes. Com certeza, você já deve ter ouvido falar de alguém que entrou em coma e nunca mais voltou, mas também já deve ter escutado histórias estranhas, como a de pessoas que voltam falando outra língua, por exemplo.
Os cientistas não sabem exatamente o que acontece em nosso cérebro enquanto se está em estado de coma. Mas é claro que pesquisas e estudos são realizados nesse âmbito para desvendar esse que é um dos muitos mistérios desse órgão tão importante para nossa vida. Descubra um pouco mais sobre o que os cientistas já sabem sobre esse estado clínico.
Para que um paciente seja considerado em estado de coma, tem de estar inconsciente por mais de 6 horas. Menos que isso, o paciente é considerado apenas como inconsciente, e neste caso, é muito mais fácil que fazer com ele retorne nesse estágio.
A escala de coma Glasgow é usada para medir o quão profundo é o coma, o quanto o paciente está inconsciente. Para avaliar isso, os médicos analisam as reações motoras do paciente, assim como as funções de fala e toda a forma como ele reage a estímulos externos.
Muitos estudos são realizados com o intuito de estabelecer uma comunicação com os pacientes. Os médicos já usaram algumas ferramentas, como a tomografia, por exemplo para saber se o paciente estava ou não os escutando e se era capaz de responder. Em um dos casos, após 10 anos em coma, os parentes notaram que o homem estava diferente, os médicos então decidiram fazer um teste. Pediram para que ele se imaginasse andando por seu apartamento, e então perceberam que, nesse instante, as áreas do córtex pré-motor se movimentavam. É essa área que ajuda a imaginar, e ela foi ativada. E esse é apenas um dos testes já realizados. Cerca de 30 a 40% das pessoas em coma estão parcialmente conscientes apesar de não ser possível notarmos isso claramente.
O prazo de 12 meses é o de maior probabilidade para que as pessoas retomem sua consciência. Fora desse período, as chances de que a pessoa volte do coma é quase inexistente. Não é impossível, mas são poucos os casos em que isso acontece depois de decorrido um ano.
Há situações em que os médicos induzem o paciente ao coma, isso acontece em casos extremos. É uma tentativa médica de reduzir as dores do paciente durante determinado procedimento e também para que o paciente se recupere melhor, com menos esforço.
Se uma pessoa está com as duas pupilas igualmente dilatadas, isso pode ser um sinal de que ela está entrando em coma. Isso tem a ver com a resposta a estímulos externos que falamos lá em cima. A resposta das pupilas à exposição à luz pode ajudar a identificar se alguém está entrando nesse estado.
Elaine Esposito foi a pessoa que passou mais tempo em coma. Quando tinha apenas 6 anos de idade, a criança entrou em coma. Tudo isso aconteceu durante uma cirurgia e assim permaneceu por 37 anos e 111 dias. O estado de coma mais longo que já existiu.


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